Treze detidos de nacionalidade espanhola, marroquina e romena foram libertados na tarde de 24 de agosto, em Tavira, devido à falta de meios para os apresentar de imediato à justiça, segundo avança o Correio da Manhã (CM).
Os suspeitos tinham sido intercetados pela GNR durante a madrugada, em Santa Luzia, na posse de 200 jerricãs de gasolina. As autoridades suspeitam que o combustível se destinava ao abastecimento de lanchas utilizadas no tráfico de droga, refere o jornal.
Nas viaturas encontrava-se também um motor de uma lancha.
Suspeitos intercetados pela GNR
Os 13 suspeitos foram mandados parar por militares da GNR de Vila Real de Santo António, acabando por ser detidos.
Apesar da operação, todos foram colocados em liberdade ao final da tarde e notificados para comparecer no tribunal a 18 de setembro.
A libertação não afastou, assim, a apresentação dos suspeitos à justiça, mas adiou-a por várias semanas.
Ministério Público invoca limitações no serviço urgente
Num despacho citado pelo Correio da Manhã, o Ministério Público reconheceu as dificuldades existentes nos serviços de Tavira.
“O ideal seria que se conseguisse efetuar todo o serviço sem exceções, mas infelizmente não é possível”, refere o Ministério Público.
O despacho acrescenta que, naquela data, “apenas um único funcionário” se encontrava ao serviço urgente nos serviços do Ministério Público de Tavira.
O advogado Pedro Pestana, que representa os 13 suspeitos, confirmou ao Correio da Manhã que estes tinham sido libertados.
O defensor classificou a decisão como “totalmente justificada”.
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