Um homem de 35 anos sofreu a amputação parcial de um dedo do pé após ter sido mordido pela própria cadela durante um jantar de aniversário em Tavira, no Algarve, num episódio que desencadeou um processo hospitalar prolongado e com várias transferências entre unidades de saúde. O caso ocorreu na noite de 12 de abril e acabou por envolver deslocações entre o Algarve e Lisboa, somando horas de espera e diferentes avaliações clínicas ao longo de mais de um dia.
De acordo com o Correio da Manhã, após o incidente, o homem foi inicialmente transportado para o Hospital de Faro, onde deu entrada perto da meia-noite, depois de a ambulância ter demorado cerca de 50 minutos a chegar ao local. Após avaliação inicial, foi decidido transferir o paciente para Lisboa, iniciando um percurso que viria a passar por várias unidades hospitalares.
Transferências entre hospitais marcaram o processo
Escreve o jornal que o doente foi encaminhado para o Hospital de São José durante a madrugada, sendo posteriormente direcionado para o Hospital de Santa Maria. Já nesta unidade, recebeu pulseira laranja na triagem, correspondente a uma situação muito urgente, mas acabou por aguardar várias horas até ser observado.
Os exames realizados confirmaram a impossibilidade de reimplantar a parte amputada do dedo, apesar de o fragmento ter sido preservado em gelo desde o momento do acidente. Entretanto, a equipa médica concluiu que seria necessária uma intervenção cirúrgica, mas determinou que esta deveria ser realizada no Hospital de Faro.
Regresso ao Algarve condicionado por falta de transporte
O regresso ao Algarve não foi imediato devido à ausência de transporte disponível, tendo o paciente aguardado até ao final da tarde para regressar. Segundo a mesma fonte, a cirurgia apenas teve início pelas 23:15 h, já no Hospital de Faro, sendo realizada por um médico que tinha acompanhado o caso desde a primeira observação.
O homem acabou por ter alta na madrugada de 14 de abril, após um percurso que envolveu mais de 25 horas entre atendimentos, esperas e deslocações. Acrescenta a publicação que, no total, o paciente percorreu cerca de 600 quilómetros entre o Algarve e Lisboa durante todo o processo clínico.
Ataque ocorreu durante um jantar familiar
O incidente aconteceu na casa da vítima, enquanto decorria um jantar de aniversário com familiares. Segundo a mesma fonte, o buldogue francês terá reagido de forma agressiva e mordido o dono, provocando a amputação da primeira falange de um dos dedos do pé esquerdo.
O fragmento amputado foi colocado em gelo e que o INEM foi acionado logo após o ataque, numa tentativa de preservar condições para eventual reimplantação. Apesar da resposta inicial, escreve o jornal, o processo subsequente revelou-se mais demorado e complexo do que o esperado.
Dono apresentou queixa contra o Hospital de Faro
De acordo com o Correio da Manhã, o homem apresentou queixa contra o Hospital de Faro, considerando que a transferência inicial para Lisboa não teria sido necessária. Segundo a mesma fonte, o paciente admite ainda avançar com novas queixas relativamente aos hospitais de São José e Santa Maria.
Acrescenta a publicação que o homem classificou o episódio como “uma experiência horrível”, referindo o desgaste físico e emocional associado.
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