A circulação em excesso de velocidade continua a ser uma das principais causas de sinistralidade rodoviária em Portugal. Para travar este problema, foram instalados vários radares de controlo fixo em estradas nacionais e autoestradas, incluindo no Algarve: e um deles entrou recentemente em funcionamento.
De acordo com o portal Radares à Vista, existem atualmente seis radares fixos ativos na região algarvia, localizados em pontos estratégicos da EN125 e da A2, com limites de velocidade bem sinalizados.
Estes dispositivos fazem parte do Sistema Nacional de Controlo de Velocidade (SINCRO), coordenado pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), e têm como principal objetivo reduzir o número de acidentes e salvar vidas.
Onde estão os radares no Algarve
Os radares encontram-se distribuídos por diferentes concelhos da região, cobrindo tanto vias rápidas como estradas nacionais. Eis a lista atualizada dos equipamentos em funcionamento:
- A2 (km 233,1) – Paderne, concelho de Albufeira, sentido Norte–Sul, limite de 120 km/h;
- EN125 (km 49,6) – Lagoa e Carvoeiro, concelho de Lagoa, sentido Oeste–Este, limite de 70 km/h;
- EN125 (km 68,7) – Guia, concelho de Albufeira, sentido Este–Oeste, limite de 80 km/h;
- EN125 (km 74,6) – Ferreiras, concelho de Albufeira, ambos os sentidos, limite de 70 km/h;
- EN125 (km 102,0) – São Pedro, concelho de Faro, sentido Oeste–Este, limite de 70 km/h;
- EN125-10 (km 1,4) – Montenegro, concelho de Faro, ambos os sentidos, limite de 70 km/h.
Segundo a mesma fonte, o radar de Ferreiras foi o mais recente a entrar em funcionamento, reforçando a fiscalização numa das zonas com maior tráfego da região.
Quanto pode custar o excesso de velocidade
O Código da Estrada é claro quanto às penalizações. As coimas por excesso de velocidade começam nos 60 euros e podem atingir 2.500 euros, dependendo da gravidade da infração e da via em questão. Além disso, há consequências diretas na carta de condução.
De acordo com o Radares à Vista, uma contraordenação grave implica a perda de dois pontos, enquanto uma muito grave pode retirar quatro pontos. A estas sanções pode ainda somar-se a inibição temporária de conduzir, que varia entre dois e 24 meses, consoante a gravidade do caso.
O que é considerado grave ou muito grave
As infrações são classificadas conforme o limite de velocidade excedido. Uma contraordenação grave ocorre quando um condutor ultrapassa o limite em mais de 30 km/h fora das localidades ou 20 km/h dentro das localidades. Já uma muito grave é registada quando o excesso supera os 60 km/h fora das localidades ou 40 km/h dentro das localidades.
Estes parâmetros aplicam-se tanto a automóveis ligeiros como a motociclos, sendo fiscalizados por sistemas automáticos de deteção e pelas forças de segurança.
Radares sinalizados e com efeito dissuasor
A ANSR reforça que todos os radares fixos estão devidamente sinalizados e que as suas localizações são divulgadas publicamente. Segundo a entidade, esta política de transparência não pretende “apanhar” condutores desprevenidos, mas incentivar uma condução mais prudente e responsável.
De acordo com dados oficiais, desde a instalação do sistema SINCRO, registou-se uma redução de 36% nos acidentes com vítimas, 74% nas mortes, 44% nos feridos graves e 36% nos feridos ligeiros. Estes números, segundo a autoridade, demonstram a eficácia dos radares enquanto ferramenta de prevenção e dissuasão.
Menos infrações e mais segurança nas estradas
Os resultados não deixam margem para dúvidas. A ANSR indica que, nas zonas monitorizadas, o número de veículos em excesso de velocidade caiu 90%, o número de fiscalizações duplicou e a taxa de infrações foi reduzida para metade.
A entidade sublinha que o objetivo dos radares não é punir, mas salvar vidas. O comportamento preventivo dos condutores, aliado à fiscalização, tem sido determinante para reduzir a sinistralidade rodoviária em todo o país, e o Algarve não é exceção.
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