Durante mais de duas décadas, o 7 Café foi um ponto de encontro privilegiado na marina de Vilamoura, no Algarve, conhecido pela ligação ao ex-internacional Luís Figo e ao empresário Paulo China. O bar, fundado em 1998, fechou portas recentemente, depois de ter sido vendido ao fundo imobiliário americano Arrow Global, que detém atualmente várias propriedades em Vilamoura.
De acordo com o portal Magg, a decisão não foi motivada por problemas financeiros. Paulo China, sócio-gerente e figura central do projeto, explicou que a opção se deveu sobretudo à reforma. Aos 68 anos, depois de enfrentar complicações de saúde, o empresário optou por encerrar um ciclo. “Chegou a hora de fechar. As minhas filhas e as filhas do Luís Figo não queriam o espaço, ele tem os seus negócios e eu precisava de descansar”, afirmou em declarações ao Correio da Manhã, citadas pela publicação.
Um espaço de referências
Segundo a mesma fonte, o 7 Café nasceu da reconversão do antigo Clube Náutico, gerido por China, e do investimento de Figo, então jogador do Barcelona. O local transformou-se rapidamente num espaço frequentado por futebolistas da chamada “geração de ouro” e por outros atletas internacionais. Essa dinâmica atraiu ao longo dos anos personalidades de várias áreas, incluindo políticos, empresários e figuras ligadas à televisão.
Acrescenta a publicação que a relação próxima entre os proprietários e os clientes fez do 7 Café mais do que um bar ou restaurante. A presença de Paulo China era decisiva, não apenas na gestão, mas também no apoio a quem visitava o espaço, fosse para organizar festas, arranjar transporte ou recomendar restaurantes e discotecas da região.
Recordações que ficam
Para além da vida noturna animada, o 7 Café esteve associado a eventos marcantes. Nos anos 90, por exemplo, Paulo China organizou um jogo solidário em Quarteira, que contou com nomes, como Guardiola, Cocu e Gascoigne. Essas iniciativas reforçaram a ligação do espaço ao desporto e à comunidade.
Explica o site que, mesmo com o encerramento, a marca 7 Café mantém um legado reconhecido em Vilamoura. O futuro do espaço, entretanto, dependerá do novo proprietário. Até agora, não foi revelado qual será o conceito a substituir o bar, mas a localização privilegiada na marina torna expectável que continue a atrair atenção.
O fim do ciclo
Conforme a Magg, a saída de Paulo China reflete um percurso de mais de 25 anos à frente de um dos locais mais conhecidos do Algarve. O empresário destacou que a prioridade passa agora pelo descanso, depois de uma carreira intensa marcada por noites movimentadas e pela convivência com figuras de relevo nacional e internacional.
Com o encerramento, fecha-se também um capítulo da vida social e noturna de Vilamoura, que durante anos contou com o 7 Café como ponto de passagem obrigatória.
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