O presidente da Comissão Política Distrital do CDS-PP do Algarve, Rodrigo Borges de Freitas, manifestou esta segunda-feira a sua preocupação com o processo de escolha das presidências e vice-presidências das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), em particular no que respeita à CCDR do Algarve.
Num dia que classificou como sendo de “eleições de fachada”, o dirigente centrista expressou “a minha profunda preocupação e indignação com a forma como tem sido conduzida a escolha das presidências e vice-presidências das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), em particular da CCDR do Algarve”.
Rodrigo Borges de Freitas recordou que “a recente reforma das CCDR tinha como objetivo reforçar o papel destas entidades no desenvolvimento regional, dando maior voz às autarquias locais, às empresas e aos agentes económicos e sociais”, considerando, contudo, que o processo seguido contraria esse propósito.
Segundo afirmou, “o que vejo é exatamente o oposto desse espírito reformista: decisões essenciais estão a ser tomadas nos ‘quartéis-generais’ dos grandes partidos, sem ouvir as estruturas locais, os eleitos municipais nem os próprios atores regionais do Algarve”.
O responsável distrital do CDS-PP classificou como inaceitável o modelo adotado, defendendo que “é totalmente inaceitável que a escolha das lideranças para organismos de tão grande relevância estratégica seja feita de forma centralizada, opaca e sem consulta prévia às nossas estruturas distritais e concelhias de todos os partidos”. Na sua perspetiva, “os autarcas locais e representantes regionais, que vivem e conhecem as necessidades e o potencial do Algarve, foram, como sempre, completamente ignorados”.
Para Rodrigo Borges de Freitas, “a escolha dos líderes das CCDR deve respeitar o envolvimento direto das autarquias e representantes partidários, valorizando o conhecimento real das especificidades do Algarve e de Faro, e não ser decidida em gabinetes partidários à distância, sem transparência e sem participação local”.
O dirigente sublinhou ainda que “o problema não são os nomes em si, mas a forma e os métodos utilizados”, criticando “um processo fechado, centralizador e desrespeitoso, que marginaliza os agentes políticos e sociais do Algarve, desvaloriza as autarquias e ignora o verdadeiro espírito de desenvolvimento regional que estas comissões deveriam promover, sustenta a perceção, já frágil, dos organismos públicos, do mérito e da competência dos escolhidos!”.
Na mesma nota, Rodrigo Borges de Freitas defendeu que “a Porta de uma qualquer CCDR só pode estar aberta para todos e com todos!”, terminando com uma mensagem dirigida aos responsáveis agora designados: “aproveito para desejar aos eleitos e nomeados um ótimo mandato. Façam tudo em prol da nossa região sempre!”.
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