Criada formalmente há cerca de seis meses, mas com atividade no terreno desde o início de 2025, tanto em Portugal como em São Tomé e Príncipe, a Associação Terra Irmã foi convidada a colaborar na preparação do programa cultural que assinala o 132.º aniversário do Museu Municipal de Faro. O convite partiu do diretor da instituição, Marco Lopes.
Em parceria com a equipa do museu, a associação preparou um conjunto de iniciativas que irão decorrer no sábado, dia 7 de março, envolvendo diferentes expressões artísticas e dirigidas a públicos de várias idades. A programação inclui teatro, música, dança e a inauguração de uma exposição de arte portuguesa, numa jornada que se prolonga ao longo de todo o dia e com entrada livre.
Teatro, exposição e celebração marcam a tarde cultural
A programação inicia-se com uma atividade proposta pelo serviço educativo do museu: o espetáculo de teatro de marionetas “A Lenda das Amendoeiras em Flor”, apresentado por Luís Manhita. A iniciativa abre oficialmente as festividades e dirige-se sobretudo às famílias e ao público mais jovem. Segue-se um momento simbólico de celebração, com os visitantes convidados a cantar os parabéns e a participar no corte do bolo de aniversário do museu.
Durante a tarde, às 16:00, será inaugurada a exposição “Arte Portuguesa dos Séculos XIX e XX – Coleção de Miguel Duarte”, com curadoria de Raquel Henriques da Silva. A mostra reúne obras de alguns dos nomes mais marcantes da história da arte em Portugal, entre os quais Silva Porto, José Malhoa, Aurélia de Souza, Júlio Pomar e Mário Cesariny.
Música, dança e interculturalidade no encerramento
A partir das 17:30, a programação artística, com produção executiva e curadoria de Mauro Amaral, vice-presidente da Terra Irmã, propõe um diálogo entre tradição, contemporaneidade e diversidade cultural. O duo ZH & VIL apresenta um espetáculo de hip hop marcado por forte intensidade performativa e pela abordagem de questões sociais atuais.
Pelas 18:30, o acordeão e a guitarra de João Palma e Ricardo Martins juntam-se num concerto que propõe uma leitura contemporânea da música portuguesa, cruzando tradição, fado e influências jazzísticas.
O programa encerra à noite, às 21:30, com a atuação das Adufeiras em Flor, coletivo feminino composto por artistas de várias nacionalidades que revisitam o canto tradicional português acompanhado por adufe, num momento que destaca a interculturalidade e a renovação estética da tradição musical.
Ao longo do dia poderão ainda ser visitadas exposições dedicadas a José Dias Sancho, Vieira da Silva e Patrícia Magalhães. O design gráfico da programação é assinado pela artista Elisabeth Ribeiro (Zayle), da equipa da Terra Irmã.
No dia da celebração, o Museu Municipal de Faro manterá as portas abertas até às 23:00, com todas as atividades de participação gratuita.
Fundado no final do século XIX, inicialmente como homenagem ao Infante D. Henrique, o Museu Municipal de Faro consolidou-se como uma das mais relevantes instituições culturais do Algarve. A coleção integra peças classificadas como Tesouros Nacionais, sendo atualmente um dos espaços museológicos mais visitados da capital algarvia.
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