O Algarve é descrito pelo jornal alemão Reisereporter como uma das regiões “mais pitorescas da Europa”, numa publicação dedicada a descobrir um lado da região que, segundo o meio de comunicação, continua a passar despercebido a muitos turistas. Em vez de concentrar as atenções nas praias rodeadas por falésias ou nos destinos mais conhecidos internacionalmente, como Albufeira e Lagos, a publicação alemã segue para o Sotavento e destaca sete ilhas e zonas insulares algarvias, praticamente todas integradas na Ria Formosa.
“Quem pensa em férias de praia no Algarve normalmente tem em mente locais como Albufeira, Lagos ou a Praia da Bordeira”, começa por explicar o Reisereporter. O jornal acrescenta, contudo, que também no Atlântico existem locais capazes de oferecer “mais solidão e isolamento”.
Ilha Deserta é a primeira escolha dos alemães
A lista começa pela Ilha Deserta, também conhecida como Barreta, acessível a partir de Faro. O Reisereporter salienta os extensos areais e a sensação de isolamento, descrevendo-a como um destino particularmente indicado para quem procura passar um dia junto ao mar longe das zonas mais movimentadas do Algarve. A publicação alemã chama ainda a atenção para a presença de aves nas dunas protegidas e para a possibilidade de observação de aves durante a visita.
A própria informação turística oficial portuguesa apresenta a Barreta como uma das ilhas-barreira da Ria Formosa e destaca-a como um dos espaços praticamente desertos que podem ser alcançados por barco através das águas da ria.
Ilha de Tavira entre as “mais bonitas” do Algarve
A segunda escolha é a Ilha de Tavira, que o jornal considera uma das mais bonitas da região. Aqui importa fazer uma distinção relativamente à descrição apresentada pelo meio alemão. O Reisereporter mistura diferentes acessos existentes ao longo da ilha, nomeadamente o acesso de barco à Praia da Ilha de Tavira e a ligação através da ponte e do pequeno comboio turístico utilizada para chegar à Praia do Barril.
A informação oficial do Turismo de Portugal confirma que a Ilha de Tavira integra o cordão arenoso que separa a Ria Formosa do Atlântico e destaca os seus grandes areais. Já o acesso através da ponte pedonal e do conhecido comboio corresponde à zona do Barril. Ainda assim, é precisamente a variedade que leva o jornal alemão a colocar Tavira entre as suas escolhas, destacando as praias, os espaços de restauração e as possibilidades de atividades ligadas ao mar.
Culatra: uma ilha onde os automóveis ficam de fora
Segue-se a Ilha da Culatra, que o Reisereporter apresenta como uma opção para quem procura uma experiência diferente daquela encontrada nos principais centros turísticos. A ilha é habitada, mas não tem circulação de automóveis, pelo que as deslocações são feitas essencialmente a pé depois da viagem de barco. O jornal alemão destaca particularmente a povoação da Culatra, onde permanecem fortes ligações à pesca, além da existência de restaurantes, comércio e alojamento.
O Turismo de Portugal confirma que a ilha só é acessível por barco a partir de Olhão e descreve-a como um local marcado pela tranquilidade, pelos grandes areais e pelas águas transparentes. Na povoação existem também restaurantes ligados à gastronomia tradicional, com pratos como arroz de lingueirão e caldeirada.
Farol ganha destaque pelo símbolo que lhe dá o nome
A quarta escolha do jornal alemão é o Farol, conhecido precisamente pelo Farol do Cabo de Santa Maria. O Reisereporter salienta a dimensão do farol e as paisagens sobre o Atlântico, além dos grandes areais existentes nesta zona. Há, no entanto, uma particularidade geográfica reconhecida pela própria publicação: o Farol não constitui, em sentido estrito, uma ilha separada da Culatra, encontrando-se no mesmo sistema insular. Ainda assim, é frequentemente tratado como destino autónomo devido à povoação, ao cais e à identidade própria do local. O Turismo de Portugal apresenta igualmente a Praia da Ilha do Farol como parte da barreira arenosa da Ria Formosa, destacando a pequena povoação e o vasto areal, com acesso por ligações regulares de barco.
Fuzeta é apontada como opção para famílias
Na quinta posição surge a Ilha da Fuzeta, em frente à vila com o mesmo nome. A publicação alemã destaca sobretudo o longo areal e as características do mar nesta zona, apresentando-a como uma escolha particularmente interessante para famílias com crianças. Também o Turismo de Portugal refere que esta zona integra o Parque Natural da Ria Formosa e só é acessível por barco a partir da Fuzeta ou de Olhão. O areal prolonga-se por vários quilómetros e, além das caminhadas, a informação turística oficial destaca atividades como canoagem, vela e windsurf.
Armona é um “paraíso sem automóveis e sem stress”
Outra das escolhas é a Ilha da Armona, acessível de barco a partir de Olhão. O jornal alemão destaca os extensos areais, as possibilidades de observar aves e a diferença entre a zona virada para o oceano e o lado da ria, onde as condições da água podem ser distintas. É também um destino onde vale a pena ficar até mais tarde, segundo o Reisereporter, que chama a atenção para o pôr do sol e para a existência de alojamentos, restauração e outros serviços.
O Turismo de Portugal vai ainda mais longe na descrição e apresenta a Armona como um “verdadeiro paraíso sem automóveis e sem stress”. A ilha possui uma pequena povoação ligada à pesca e condições para modalidades como vela, canoagem e windsurf.
Cabanas fecha a lista das sete escolhas
A última recomendação do artigo alemão é a Ilha de Cabanas, em Tavira. Situada em frente à povoação de Cabanas, caracteriza-se por uma faixa arenosa extensa que separa a Ria Formosa do oceano. O Reisereporter aponta-a como uma escolha sobretudo indicada para quem gosta de longas caminhadas junto ao mar e procura um ambiente menos urbano.
Segundo o Turismo de Portugal, o barco parte de Cabanas e atravessa a ria até à ilha, onde existe um areal com cerca de sete quilómetros de extensão. A entidade destaca igualmente as águas mornas e tranquilas e as infraestruturas disponíveis aos visitantes.
Ria Formosa concentra algumas das praias mais diferentes do Algarve
Apesar de o Algarve ser internacionalmente reconhecido pelas arribas e pequenas enseadas do Barlavento, a paisagem muda significativamente à medida que se avança para leste. Na Ria Formosa, são as ilhas-barreira, extensos cordões de areia, canais e zonas lagunares que moldam a costa. O Turismo de Portugal descreve este espaço como um “tesouro ambiental”, formado por águas tranquilas, grandes areais e ilhotas, salientando locais como Barreta, Culatra, Armona, Fuzeta e Tavira. É precisamente esta face do Algarve que despertou a atenção do jornal alemão: menos falésias, menos estradas junto ao mar e, em vários destes destinos, uma viagem de barco antes de chegar à praia.
















