Há plantas e zonas do jardim que podem estar a criar o ambiente perfeito para a presença de carraças sem que os moradores se apercebam. Sombra, humidade e vegetação densa são alguns dos fatores que favorecem estes parasitas.
As carraças alimentam-se de sangue e podem transmitir doenças a pessoas e animais de companhia. A atenção deve ser redobrada durante os meses mais quentes, quando aumenta a utilização dos jardins e de outros espaços verdes.
De acordo com o jornal espanhol La Razon, o problema não está necessariamente numa planta específica, mas nas condições criadas por determinados tipos de vegetação e pela falta de manutenção do espaço exterior.
Estas zonas do jardim favorecem as carraças
As carraças tendem a procurar locais sombrios, húmidos e protegidos do vento e da exposição direta ao sol.
A relva alta é um dos exemplos mais comuns. Quando não é cortada com regularidade, a base permanece húmida e transforma-se num abrigo favorável para estes parasitas.
Sebes muito densas, mato, folhas acumuladas e canteiros com vegetação abundante também ajudam a manter a humidade e dificultam a circulação do ar.
Hera e arbustos densos exigem atenção
A hera e outras plantas trepadeiras podem criar zonas muito sombrias junto a muros, vedações e troncos de árvores.
Quando crescem sem controlo, estas plantas formam uma cobertura espessa que retém humidade e pode facilitar a permanência de carraças.
Arbustos com folhagem densa, sobretudo quando estão colocados junto a caminhos, portas ou zonas de lazer, aumentam ainda a probabilidade de contacto com pessoas e animais.
Alguns fetos e plantas tropicais também podem favorecer o problema quando estão instalados em locais pouco ventilados e com rega frequente.
Animais podem transportar carraças para casa
Cães e gatos podem funcionar como uma ligação entre o jardim e o interior da habitação.
Depois de passeios em zonas com relva, mato ou arbustos, é aconselhável verificar cuidadosamente o pelo dos animais, dando especial atenção às orelhas, axilas, pescoço e zona entre os dedos.
A utilização de coleiras, comprimidos ou outros produtos preventivos deve ser avaliada por um médico veterinário, de acordo com as características de cada animal.
Estas mudanças ajudam a reduzir o risco
Manter a relva curta é uma das medidas mais importantes para tornar o jardim menos favorável à presença de carraças.
Também deve remover folhas secas, cortar o mato, desbastar as sebes e impedir que trepadeiras formem zonas demasiado fechadas e húmidas.
Os arbustos devem ficar afastados das entradas da casa, dos caminhos mais utilizados e das áreas onde as crianças ou os animais costumam brincar.
Criar faixas com gravilha ou outro material seco entre o relvado e as zonas de passagem também pode ajudar a reduzir o contacto.
Rega em excesso pode agravar o problema
A rega deve ser feita sem encharcar o solo e, sempre que possível, em horários que permitam a secagem rápida das plantas.
Um jardim ventilado, com menos matéria orgânica acumulada e maior exposição solar, tende a ser menos atrativo para carraças e outros insetos.
A proximidade de matas, terrenos abandonados, linhas de água ou áreas com vegetação espontânea pode aumentar o risco, mesmo quando o jardim é pequeno.
O que fazer quando existe uma picada
Quando uma carraça fica presa à pele, deve ser removida com uma pinça de pontas finas, agarrando-a o mais próximo possível da pele.
O movimento deve ser firme, contínuo e sem torcer o corpo do parasita. Depois da remoção, a zona deve ser lavada com água e sabão.
O local da picada deve ser vigiado nos dias seguintes. O aparecimento de febre, manchas, vermelhidão extensa ou outros sintomas persistentes exige aconselhamento médico.
A manutenção regular do jardim e a inspeção frequente dos animais são algumas das formas mais simples de diminuir a probabilidade de levar carraças para dentro de casa.
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