É frequente haver dúvidas sobre o estado dos ovos, sobretudo quando a data indicada na embalagem está a chegar ao fim. Deitá-los fora pode ser um desperdício, mas usá-los sem ter em conta a conservação também traz riscos. Há sinais que ajudam a perceber se perderam frescura, embora nem todos permitam saber se estão seguros para consumo.
Segundo o site norte-americano especializado em segurança alimentar Martha Stewart, dedicado a culinária, casa e estilo de vida, os ovos perdem frescura e podem deteriorar-se com o tempo.
A publicação ouviu Cameron Whitehead, responsável da produtora de ovos Pete & Gerry’s, e Trevor Craig, especialista em segurança alimentar da Microbac Laboratories, para explicar os cuidados a ter.
Data da embalagem é o primeiro elemento a consultar
Trevor Craig explica que ultrapassar uma data associada à qualidade do produto não significa, necessariamente, que o ovo se tenha tornado perigoso nesse momento.
Contudo, essa observação também não permite concluir que todos os ovos continuam próprios para consumo durante um determinado número de dias.
Cheiros e alterações de cor são sinais de alerta
Ao abrir um ovo, um cheiro desagradável ou uma coloração anormal são motivos para o rejeitar. Craig refere ainda alterações de aspeto, como uma aparência viscosa ou uma coloração anormais, que podem estar associados ao desenvolvimento de bactérias.
Partir cada ovo para um recipiente separado, antes de o juntar aos restantes ingredientes, permite observar o conteúdo sem comprometer toda a preparação. Ainda assim, a ausência de mau cheiro ou de alterações visíveis não garante que o ovo esteja livre de microrganismos prejudiciais.
Teste da água avalia a frescura
Um dos métodos apresentados consiste em colocar cuidadosamente o ovo num recipiente com água fria. Os ovos mais frescos tendem a afundar e a ficar deitados no fundo, enquanto os mais antigos podem permanecer numa posição vertical ou subir à superfície.
Este teste deve ser entendido como uma indicação de envelhecimento, sem funcionar como garantia de segurança alimentar.
Um ovo que afunda não fica automaticamente aprovado para consumo, tal como a flutuação, isoladamente, não demonstra que esteja estragado.
Consistência da clara também muda
Outra forma de observar a frescura consiste em partir o ovo para um prato limpo. Segundo Cameron Whitehead, uma clara mais espessa, que se mantém relativamente concentrada à volta da gema, é característica de um ovo mais fresco.
Com o passar do tempo, a clara pode tornar-se mais líquida e espalhar-se com maior facilidade pelo prato. Esta alteração ajuda a perceber que o ovo envelheceu, mas não substitui a avaliação da conservação, da embalagem e de eventuais sinais de deterioração.
Embalagem original ajuda a conservar
O site Martha Stewart recomenda guardar os ovos na embalagem original, que ajuda a protegê-los da absorção de odores e sabores de outros alimentos presentes no frigorífico. Mantê-la permite também conservar a informação sobre datas e instruções de armazenamento.
A refrigeração contribui para a conservação, mas não torna os ovos duradouros por tempo indeterminado. A casca oferece proteção, como refere Whitehead, sem impedir que o produto perca qualidade ou se deteriore ao longo dos dias.
Preparados com ovo cru exigem mais cuidado
A publicação recorda que os ovos crus podem transportar bactérias como a Salmonella. Por esse motivo, quando existem dúvidas sobre a sua conservação, não devem ser usados em preparações sem confeção, como algumas mousses, maioneses caseiras ou bebidas com ovo.
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