
Licenciado em Economia pelo ISEG – Lisboa
Mestre em Educação de Adultos e Desenvolvimento Comunitário, pela U. Sevilha
Professor aposentado
A religião, qualquer que ela seja, continua a ser o ópio do povo, subjugando-o pela mentalidade da obediência com medo do divino.
Profeta é um indivÃduo que alega ter sido contactado pelo sobrenatural ou divino e que fala por ele, servindo como um intermediário com a humanidade, o que aceito que possa ser verdade, embora eu tenha uma concepção de divino não coincidente com a concepção propalada pelas religiões.
Todos os profetas, Abraão, Jesus, Maomé e outros, foram homens muito à frente do seu tempo, que deram corpo e estrutura cultural à s grandes religiões que conhecemos hoje, cristianismo e islamismo. O hinduÃsmo é considerado uma tradição religiosa, enquanto que o budismo é uma filosofia de vida, são, portanto, muito diferentes das religiões cristã e islamita.
O problema não está em acreditar ou não acreditar na existência de um ou mais deuses, o problema está na utilização da religião para subjugar os Povos a interesses que nada têm a ver com a religião. O que nós vimos ao longo da história é que a estrutura religiosa, que corporiza a religião, está aninhada com os poderosos ajudando-os a subjugar as populações aos interesses de alguns que se mascaram com a religião em dias de festa popular, nos carros alegóricos da ignorância, do medo, da usura, da arrogância e do nepotismo. São centenas de milhar de indivÃduos que vivem, num mundo faustoso, como parasitas da sociedade mentalizada para acreditar em tudo quanto lhes querem impingir.
Existem obras sociais maravilhosas intimamente ligadas à s religiões, mas as pessoas que as constroem não vivem em palácios faustosos. Existe também um espólio artÃstico impressionante, construÃdo, inspirado e apoiado pelo desenvolvimento e consolidação das religiões. Mas também existem manchas históricas das religiões.
A prática de uma religião deveria promover a paz, a tranquilidade, a fraternidade e o respeito pelo próximo, nunca deveria alimentar incompreensões, fanatismos, ódios, assassinatos, guerras e destruição, a bondade e a justiça deveriam prevalecer.
As religiões vivem de donativos daqueles que acreditam que ‘compram’ bem-estar, vida terrena e o paraÃso, dando o que têm e o que não têm à queles que os convencem com aquilo que eles próprios querem ouvir. Os representantes da religião junto do povo parece acreditarem naquilo que inventam e recitam.
Tal como alguns chefes dos cruzados foram coroados de ‘santos’, também vemos hoje assassinos psicologicamente transtornados serem epitetados de mártires ao serviço da ‘justiça divina’. As condições evoluem, mas a história parece repetir-se.
Acredito que existe uma ou várias entidades, com existência fÃsica e vida muito mais longa do que os seres vivos da Terra, que pela sua tecnologia avançadÃssima controla a evolução da vida neste planeta. Parece-me que essas entidades se deram bem, e continuam a dar, com os mais poderosos deste planeta, quaisquer que sejam os objectivos desses poderosos. É por isso que as estruturas religiosas não vão desaparecer, apenas poderão evoluir lentamente ao longo dos séculos.
Mas o que, ou quem, é Deus?
















