A proteção da visão é cada vez mais relevante, sobretudo num contexto de envelhecimento da população e uso prolongado de ecrãs. A alimentação continua a ser um dos caminhos possíveis para reforçar essa proteção, e há um fruto seco, em particular, que merece destaque.
De acordo com o Journal of Nutrition, um estudo recente concluiu que o consumo regular de pistachos pode melhorar os pigmentos da retina responsáveis por proteger os olhos da luz azul.
Um estudo focado na saúde ocular
O ensaio clínico foi realizado ao longo de 12 semanas e incluiu 36 participantes com idades entre os 40 e os 70 anos. Todos apresentavam níveis reduzidos de luteína na dieta habitual, composto presente em quantidades relevantes neste fruto seco.
Os investigadores dividiram os participantes em dois grupos. Um manteve a alimentação habitual. O outro passou a ingerir diariamente 60 gramas de pistachos sem sal.
Segundo a mesma fonte, a avaliação da saúde ocular foi feita com recurso à técnica de fotometria de cintilação heterocromática, utilizada para medir a densidade óptica do pigmento macular (MPOD).
O papel dos pigmentos na proteção da retina
Este pigmento atua como filtro natural contra os efeitos da luz azul e encontra-se na mácula, zona sensível da retina. A sua degradação está associada à degeneração macular relacionada com a idade.
Escreve o Journal of Nutrition que o grupo que consumiu pistachos apresentou uma melhoria significativa nos níveis de MPOD, já a meio do programa de doze semanas.
Acrescenta a publicação que essa melhoria se manteve até ao final do estudo, com resultados estáveis nas medições da retina.
Refere a mesma fonte que, para além da análise ocular, foram feitas colheitas de sangue para avaliar os níveis de luteína no organismo dos participantes.
Recomendamos: Nem salmão nem atum: conheça o peixe que tem mais cálcio que leite e dá saúde aos ossos
Mais luteína no sangue com um snack diário
Conforme a mesma fonte, os níveis sanguíneos de luteína aumentaram de forma notável nos indivíduos que ingeriram pistachos, confirmando o efeito sistémico do consumo regular deste fruto seco.
A luteína é um antioxidante que não é produzido pelo corpo humano. A sua presença no organismo depende exclusivamente da alimentação.
Os pistachos são, segundo esta investigação, uma fonte eficaz desse composto, e o seu consumo diário em pequenas porções pode contribuir para a manutenção da saúde ocular.
Outros compostos com potencial protetor
Para além da luteína, os pistachos também contêm zeaxantina, outro carotenoide com benefícios conhecidos ao nível da proteção da retina.
Os autores do estudo sublinham que os resultados, apesar de promissores, devem ser interpretados com cautela e que serão necessários estudos com maior amostragem.
Ainda assim, segundo o Journal of Nutrition, os dados recolhidos sugerem que ajustes simples na dieta podem ter efeitos positivos a médio prazo.
Como incluir pistachos na rotina alimentar
A inclusão de pistachos no regime alimentar é de fácil aplicação e pode ser feita como lanche ou complemento em saladas e pratos principais.
A dose recomendada no estudo corresponde a cerca de dois punhados por dia, sem adição de sal, de modo a evitar o aumento do consumo de sódio.
O valor calórico dos frutos secos também deve ser tido em conta, sendo importante ajustá-los ao plano alimentar global.
Pequenas mudanças com impacto na saúde ocular
Estes resultados reforçam o papel da nutrição como ferramenta preventiva no âmbito da saúde visual.
Os investigadores destacam ainda o potencial dos pistachos enquanto alternativa acessível, facilmente disponível em supermercados.
A proteção contra a luz azul tornou-se um tema relevante, dado o aumento do tempo passado em frente a ecrãs e dispositivos digitais.
Leia também: Tem isto no carro? Multas podem sair caro (e não é o seguro nem a carta)
















