O Governo quer avançar com a ligação por autoestrada entre Beja, Évora e Portalegre, numa medida que pretende reforçar a rede rodoviária no interior e garantir acessos mais rápidos entre capitais de distrito. A proposta surge integrada numa estratégia mais ampla de mobilidade e desenvolvimento regional, com o objetivo de alterar o posicionamento do Alentejo no mapa das acessibilidades nacionais.
De acordo com o Canal Alentejo, o primeiro-ministro Luís Montenegro anunciou o compromisso de conectar estas três cidades através de vias rápidas. Segundo a mesma fonte, a intenção é assegurar que todas as capitais de distrito do país fiquem servidas por autoestradas ou ligações equivalentes.
Obras já arrancaram numa das ligações
Parte do projeto já saiu do papel. A ligação de Beja à A2 encontra-se atualmente em execução e este troço é considerado uma peça central para melhorar o acesso ao sul do país. No entanto, nem todas as intervenções estão no mesmo ponto. Ainda decorrem estudos para ligar Portalegre às autoestradas A6 e A23. Refere a mesma fonte que estes procedimentos fazem parte do planeamento necessário antes de avançar para obra.
A criação destas ligações pretende encurtar deslocações. A melhoria da rede permitirá viagens mais rápidas entre cidades do interior, um objetivo considerado determinante para a mobilidade regional. O Governo enquadra esta medida numa lógica de equilíbrio territorial. O objetivo passa por reduzir desigualdades entre regiões, pelo que a aposta nas infraestruturas é vista como instrumento para reforçar a coesão social.
Economia regional no centro da estratégia
A melhoria das acessibilidades está associada ao desenvolvimento económico. O plano pretende permitir ao Alentejo competir em igualdade com outras regiões. Acrescenta a publicação que a medida visa facilitar a fixação de investimento empresarial. De salientar ainda que o anúncio ocorreu em Campo Maior, durante a apresentação de um investimento industrial relevante.
O projeto envolve o Grupo Nabeiro-Delta Cafés e, segundo a mesma fonte, foi anunciado um investimento de 20 milhões de euros. Explica a mesma fonte que esta intervenção duplicou a capacidade de produção da fábrica Novadelta. A expansão teve impacto na posição da unidade, já que a Novadelta conseguiu consolidar-se como a maior torrefatora da Península Ibérica. Acrescenta a publicação que este crescimento é apontado como exemplo do potencial da região.
Infraestruturas ligadas à atração de empresas
O Executivo associa diretamente as novas vias ao investimento. De acordo com o Canal Alentejo, melhores acessos facilitam a instalação de empresas. A circulação de bens e pessoas é um fator-chave para a competitividade e o plano não se limita às estradas. A aposta inclui também políticas fiscais mais favoráveis, a fim de criar um ambiente mais atrativo para o investimento.
Apesar dos anúncios, nem todas as obras estão definidas no terreno. De acordo com o Canal Alentejo, algumas ligações rodoviárias ainda dependem da conclusão de estudos. O avanço do projeto dependerá das decisões futuras e da evolução dos processos.
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