O tempo quente que se fará sentir durante o fim de semana de Páscoa deverá dar lugar a uma mudança acentuada das condições meteorológicas em Portugal continental logo nos dias seguintes. As previsões apontam para uma descida significativa das temperaturas, acompanhada por instabilidade atmosférica e possibilidade de neve em zonas de maior altitude.
De acordo com o Luso Meteo, site especializado em meteorologia, a transição poderá ocorrer num espaço de 24 horas, com diferenças térmicas que podem atingir os 15 graus entre segunda e terça-feira. Depois de máximas próximas dos 30 graus em alguns pontos do país, os termómetros poderão cair para valores na ordem dos 12 a 14 graus, ou até menos, em determinados locais.
Mudança brusca marca início da semana
A segunda-feira ainda deverá manter características relativamente estáveis, embora já com sinais de alteração. Está prevista a formação de nebulosidade e a ocorrência de aguaceiros dispersos durante a tarde, associados a um fluxo de sul. Apesar disso, o ambiente continuará ameno ou mesmo quente, com sensação de abafamento.
A mudança mais expressiva deverá ocorrer na terça-feira, com a entrada de uma massa de ar frio sobre o território continental. Esse ar, com características tipicamente invernais, poderá fazer descer a cota de neve para valores próximos dos 1000 metros. A combinação entre ar frio e precipitação levanta a possibilidade de queda de neve em zonas montanhosas, sobretudo durante a tarde e noite.
Segundo a mesma fonte, a descida térmica será praticamente certa, embora subsista alguma incerteza quanto à intensidade da precipitação e à posição exata da massa de ar frio. Caso esta se desloque mais para oeste, o impacto poderá ser ligeiramente menos severo. Ainda assim, o cenário mais provável aponta para uma mudança marcada.
Além da descida das temperaturas, não está excluída a ocorrência de fenómenos como vento mais intenso ou trovoadas, resultado do contraste térmico. Os detalhes, no entanto, deverão ser apontados mais perto da data.
Frio pode não durar, mas instabilidade mantém-se
Para o restante da semana, os modelos meteorológicos sugerem um padrão de elevada variabilidade. A evolução das condições atmosféricas dependerá da posição dos centros de alta pressão, nomeadamente do anticiclone, que poderá instalar-se em latitudes mais elevadas.
No norte do país, o regresso de temperaturas elevadas parece pouco provável no curto prazo, embora possam ocorrer períodos intermédios mais amenos. Já no sul, admite-se a possibilidade de subida temporária das temperaturas, ainda que num contexto mais húmido.
A evolução deste padrão será determinante para o comportamento do mês de abril. Um cenário mais instável poderá traduzir-se em maior precipitação, enquanto uma rápida recuperação da influência anticiclónica poderá favorecer condições mais secas e quentes.
Segundo a mesma fonte, esta fase de transição poderá também dar pistas sobre o comportamento da primavera e até do verão, numa altura em que os modelos ainda apresentam alguma inconsistência nas projeções a médio prazo.
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