O regresso das trovoadas ao interior Norte e Centro começa a desenhar-se já esta terça-feira, com maior intensidade durante a tarde e possibilidade de fenómenos localmente fortes. A combinação de calor à superfície com ar mais frio em altitude deverá criar as condições ideais para o desenvolvimento de instabilidade, sobretudo em áreas montanhosas e próximas da fronteira com Espanha.
De acordo com a Meteored, site especializado em meteorologia e previsão do tempo, os primeiros sinais surgem pouco depois do início da tarde, entre as 13h e as 14h, quando começam a formar-se nuvens de evolução vertical nas regiões do interior. Ao longo das horas seguintes, essas nuvens poderão intensificar-se e dar origem a células de trovoada com capacidade para produzir precipitação intensa, rajadas de vento e episódios de granizo.
Tarde de terça-feira concentra maior risco
Esta terça-feira deverá concentrar o pico de atividade elétrica desta sequência de dias instáveis. Os modelos meteorológicos indicam um crescimento progressivo da instabilidade ao longo da tarde, com os sinais mais evidentes no Nordeste Transmontano, na Beira Alta e junto à fronteira luso-espanhola.
A precipitação associada a estas trovoadas deverá ser irregular, uma característica habitual em situações convectivas. Em poucos quilómetros, o cenário pode variar significativamente: enquanto algumas localidades recebem apenas aguaceiros fracos, outras poderão ser afetadas por chuva intensa num curto espaço de tempo.
Os maiores acumulados de precipitação são mais prováveis nos distritos da Guarda, Bragança e Vila Real. Nestas zonas, o relevo e a dinâmica atmosférica favorecem o desenvolvimento das células mais intensas, aumentando a probabilidade de episódios pontuais mas significativos.
Quarta e quinta-feira ainda com instabilidade
Após o dia mais ativo, a instabilidade deverá manter-se, embora com menor abrangência. Na quarta-feira, continuam a reunir condições favoráveis à formação de trovoadas, sobretudo nos distritos de Bragança, Vila Real, Guarda e Viseu.
O padrão mantém-se semelhante: fenómenos dispersos, difíceis de localizar com precisão, mas capazes de produzir aguaceiros fortes onde se formam. As áreas montanhosas do Norte voltam a surgir como as mais propícias à atividade elétrica, com maior concentração junto à fronteira.
Na quinta-feira, a tendência é de maior localização dos fenómenos. Ainda assim, não se espera um desaparecimento total da instabilidade. As tardes continuam a ser o período mais crítico, altura em que o contraste entre o calor acumulado e o ar em altitude favorece novos desenvolvimentos convectivos.
O cenário global aponta para dias quentes, mas marcados por mudanças rápidas nas regiões do interior Norte e Centro. Segundo a mesma fonte, a irregularidade na distribuição da precipitação será um dos principais desafios, dificultando a previsão exata das áreas mais afetadas. A recomendação passa por acompanhar as atualizações meteorológicas ao longo dos próximos dias, sobretudo nas regiões historicamente mais expostas a este tipo de fenómenos.
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