Destruir roupa, acessórios e calçado que ficam por vender passou a estar proibido para algumas empresas na União Europeia. A nova regra pretende combater o desperdício e obrigar as marcas a encontrar alternativas para os produtos acumulados nos armazéns.
A medida está prevista no novo Regulamento de Ecodesign para Produtos Sustentáveis, implementado pela Comissão Europeia, e entrou em vigor no passado domingo.
Numa primeira fase, a proibição aplica-se apenas às grandes empresas, mas será posteriormente alargada aos negócios de média dimensão.
Que produtos estão abrangidos?
De acordo com o Jornal de Notícias, a nova regra inclui vestuário, calçado e vários acessórios de moda que não tenham sido vendidos aos consumidores.
Entre os artigos abrangidos encontram-se chapéus, cintos, lenços e outros produtos associados ao setor têxtil.
A lista poderá ser revista no futuro e incluir novas categorias, consoante a avaliação feita pelas instituições europeias.
Empresas terão de procurar alternativas
Com a entrada em vigor da proibição, os produtos que ficam por vender deixam de poder ser simplesmente destruídos pelas grandes empresas.
As marcas terão de melhorar a gestão dos inventários e procurar outras soluções para os artigos devolvidos ou que permanecem armazenados.
Entre as alternativas estão a revenda, a doação, a reutilização dos materiais ou o encaminhamento dos produtos para reciclagem.
Estas empresas são abrangidas no imediato
A proibição aplica-se, nesta primeira fase, às empresas com mais de 250 trabalhadores e uma faturação anual superior a 50 milhões de euros.
As pequenas e médias empresas não ficam imediatamente sujeitas à nova obrigação, permitindo um período de adaptação às regras europeias.
Contudo, a partir de 19 de julho de 2030, a medida será também aplicada às empresas de média dimensão.
Bruxelas quer reduzir desperdício no setor
O objetivo da Comissão Europeia passa por tornar a indústria têxtil mais sustentável e promover a economia circular dentro da União Europeia.
A produção de roupa e calçado implica o consumo de matérias-primas, água e energia, mesmo quando os artigos acabam por nunca chegar a ser utilizados.
Ao impedir a destruição dos produtos não vendidos, Bruxelas pretende prolongar a vida útil dos materiais e reduzir a quantidade de resíduos produzidos pelo setor.
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