Um sismo de baixa magnitude foi sentido na noite de quarta-feira, 14 de janeiro, em vários concelhos dos distritos do Porto e de Braga, levando muitos residentes a questionar a origem de um barulho e de uma ligeira vibração registada por volta das 23:21 h. O fenómeno não causou danos pessoais nem materiais, mas foi suficiente para ser percecionado dentro de habitações.
O esclarecimento chegou através do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, que confirmaram tratar-se de um abalo sísmico registado pelos instrumentos de monitorização nacionais, afastando qualquer cenário de risco imediato para as populações afetadas.
O que aconteceu durante a noite
De acordo com a agência de notícias Lusa, o sismo teve uma magnitude de 2,1 na escala de Richter e o epicentro localizou-se a cerca de seis quilómetros a oeste de Paços de Ferreira. O abalo foi registado ao final da noite, num horário em que o silêncio ambiente facilitou a sua perceção.
O fenómeno foi sentido com intensidade máxima III na escala de Mercalli Modificada em vários concelhos, entre os quais Vila Nova de Famalicão, Gondomar, Maia, Paredes, Santo Tirso, Valongo e Trofa.
Como é classificado este tipo de sismo
Escreve a agência noticiosa que, de acordo com a escala de Richter, os sismos são classificados consoante a sua magnitude, variando entre micro, quando inferiores a 2,0, e extremos quando ultrapassam o valor 10. Um abalo de 2,1 enquadra-se na categoria de muito pequeno.
Acrescenta a mesma fonte que a escala de Mercalli Modificada mede a intensidade sentida à superfície, avaliando os efeitos do sismo nas pessoas, nos edifícios e no ambiente envolvente, independentemente da energia libertada no seu interior.
O que significa uma intensidade III
Assim sendo, uma intensidade III corresponde a um sismo fraco, normalmente sentido dentro de casa, podendo provocar o balanço de objetos suspensos e uma vibração semelhante à causada pela passagem de veículos pesados.
De salientar que este grau de intensidade não provoca danos estruturais, sendo comum que muitas pessoas apenas se apercebam do fenómeno pelo ruído ou por um ligeiro estremecer do edifício.
O que fazer durante um sismo
Saiba que o portal A Terra Treme recomenda que, se estiver dentro de casa ou de um edifício, em caso de sismo deve evitar deslocar-se para as escadas e nunca utilizar elevadores, procurando abrigo em locais protegidos, como o vão de uma porta interior ou debaixo de uma mesa resistente.
É importante manter-se afastado de janelas, espelhos e objetos que possam cair, devendo quem se encontre na rua procurar um espaço aberto, longe de edifícios, postes ou estruturas instáveis.
Cuidados a ter depois do abalo
Explica o site que, após o sismo, deve manter a calma e contar com a possibilidade de réplicas, evitando utilizar fósforos ou isqueiros devido ao risco de fugas de gás e desligando a eletricidade sempre que possível.
Acrescenta a mesma fonte que as pessoas devem evitar circular pelas ruas sem necessidade, libertando os acessos para eventuais meios de socorro e utilizando o telefone apenas em situações de verdadeira urgência.
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