A previsão meteorológica aponta para um agravamento significativo das condições atmosféricas em Portugal, com destaque para a ocorrência de trovoadas intensas e generalizadas, sobretudo na próxima sexta-feira, dia 24, afetando várias regiões do país. De acordo com o portal Meteored, o período mais crítico está previsto para sexta-feira, quando a atividade elétrica deverá ser mais frequente e intensa. A instabilidade poderá começar logo durante a madrugada em zonas do interior, evoluindo ao longo do dia.
Segundo a mesma fonte, os primeiros sinais poderão surgir em distritos, como Castelo Branco e Portalegre, com aguaceiros e trovoadas que poderão repetir-se durante a manhã em áreas do interior Centro e Centro-norte.
A tarde será o momento mais crítico
Durante a tarde, o cenário tende a agravar-se, com os fenómenos a tornarem-se mais fortes e a abrangerem uma área mais extensa do território nacional. Distritos, como Vila Real, Viseu, Bragança, Guarda, Castelo Branco e Portalegre estão entre os mais suscetíveis a serem atingidos por esta instabilidade atmosférica.
Para além da precipitação, há outros fatores a ter em conta neste episódio meteorológico. A instabilidade poderá dar origem a granizo e a rajadas fortes de vento. Acrescenta o portal que existe ainda a possibilidade de ocorrência de chuva de lama, resultado da presença de poeiras em suspensão provenientes do Norte de África.
Nem todas as regiões escapam
Embora algumas zonas estejam mais expostas à trovoada, não está excluída a ocorrência de fenómenos semelhantes noutras regiões do Norte e Centro do país. Refere a mesma fonte que a evolução destas situações pode sofrer alterações de última hora, o que obriga a um acompanhamento constante das previsões.
Perante este cenário, as recomendações passam por procurar abrigo em locais seguros, como edifícios ou veículos, sempre que possível. De acordo com o IPMA, permanecer ao ar livre durante uma trovoada aumenta o risco, especialmente em zonas expostas.
Evitar pontos elevados e isolados
Caso não seja possível encontrar abrigo imediato, é essencial evitar locais altos e objetos isolados, como árvores solitárias. Os relâmpagos tendem a atingir os pontos mais elevados, tornando esses locais particularmente perigosos. Em situações de emergência no exterior, a postura adotada pode reduzir o risco de lesões provocadas por descargas elétricas. O mais seguro é manter uma posição baixa, com os braços junto às pernas, evitando o contacto direto com o solo em posição deitada.
Embora possam parecer uma alternativa, zonas florestais também apresentam riscos, sobretudo junto às árvores mais altas. Conforme o IPMA, a energia das descargas pode propagar-se pelo solo, diminuindo apenas com a distância ao ponto de impacto. A conjugação de trovoadas, vento forte e possíveis fenómenos adicionais torna este episódio meteorológico particularmente relevante em termos de segurança.
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