Há quem regresse ao mesmo destino de férias durante vários anos e encontre novas razões para continuar a fazê-lo. É o caso de uma turista que escolhe a ilha da Armona, no Algarve, há sete anos consecutivos e que voltou a partilhar a experiência nas redes sociais. “Já é o sétimo ano consecutivo que passo férias na ilha da Armona”, escreveu, acrescentando: “E, a cada ano que passa, fico ainda mais apaixonada por esta ilha e pela sua praia”.
A ilha da Armona fica junto a Olhão e integra o Parque Natural da Ria Formosa. A designação Armona corresponde à parte poente da ilha, enquanto a zona nascente é conhecida como ilha da Fuseta. O território estende-se por cerca de nove quilómetros e tem aproximadamente um quilómetro de largura.
Destino marcado pela atividade piscatória
Segundo o portal turístico Algarve Portugal Tourism, a ilha tem pouco mais de 800 habitações e a povoação começou por estar ligada à comunidade piscatória. Atualmente, uma parte significativa da atividade dos residentes está relacionada com o turismo. Apesar de o nome ter origem celta, a ocupação habitacional da ilha só ganhou expressão durante o século XX.
Grande parte das casas foi construída durante a década de 1970. Algumas são utilizadas sobretudo durante o período de férias, enquanto outras deram lugar a cafés e restaurantes. Não existem hotéis na ilha, embora seja possível pernoitar no parque de campismo, através dos respetivos bangalós.
Areal fica depois da povoação
As habitações concentram-se sobretudo na zona junto ao cais onde chegam os ferries provenientes de Olhão. Para encontrar a principal frente de praia é necessário atravessar a povoação e seguir por um passadiço elevado sobre as dunas, com cerca de 1,5 quilómetros de extensão.
Ao longo do percurso existem minimercados, onde os visitantes podem comprar alimentos e bebidas. A zona balnear conta também com dois bares e restaurantes. Para quem prefere ficar perto do cais, existe uma pequena praia de águas mais calmas, embora o principal areal se encontre do outro lado da povoação.
Quilómetros de areia junto à Ria Formosa
A praia caracteriza-se pela areia branca e fina e por um areal que se prolonga por vários quilómetros. Segundo a mesma fonte, o mar é geralmente calmo, límpido e pouco profundo, enquanto a zona balnear possui Bandeira Azul.
A área mais próxima dos acessos concentra a maior parte dos visitantes e dispõe de nadadores-salvadores, colmos, espreguiçadeiras e equipamentos destinados a atividades náuticas, como o stand up paddle. À medida que se avança para nascente, a ocupação diminui, incluindo durante os meses de julho e agosto.
Zona mais isolada para quem procura tranquilidade
A praia prolonga-se por uma extensa faixa de areia e, nas zonas mais afastadas, torna-se progressivamente menos frequentada. Embora não tenha oficialmente o estatuto de praia naturista, é considerada uma zona desse género e é recomendada pela Federação Portuguesa de Naturismo.
As dunas que acompanham o areal são também habitat de diferentes espécies. Podem ser observados camaleões e várias espécies de aves, num enquadramento marcado pela proximidade da Ria Formosa e pela ausência de grandes estruturas turísticas.
Viagem desde Olhão demora cerca de 15 minutos
Para chegar à ilha, os visitantes têm de apanhar o ferry no cais de Olhão, situado no final da Avenida 5 de Outubro, perto do mercado da cidade. Existe estacionamento pago nas imediações e os bilhetes podem ser adquiridos na bilheteira do cais.
No verão, as ligações são feitas de hora a hora, enquanto durante o resto do ano a frequência é menor. A viagem demora cerca de 15 minutos e os barcos dispõem de zonas interiores e exteriores, permitindo acompanhar a paisagem durante a travessia.
É precisamente esta combinação entre o acesso de barco, a extensão do areal e as zonas menos frequentadas que continua a atrair visitantes à Ilha da Armona. Para a turista que regressa pelo sétimo ano consecutivo, a experiência mantém-se. “A cada ano que passa, fico ainda mais apaixonada por esta ilha e pela sua praia”, escreveu.















