Karen mudou-se sozinha do Reino Unido para Tavira e acabou por encontrar na cidade algarvia o tipo de quotidiano que procurava. As ruas, o rio, as praias, os cafés e, sobretudo, um ritmo de vida mais lento fizeram com que passasse a considerar a cidade a sua casa. Agora, quer ajudar outros viajantes que chegam sozinhos a descobrir o mesmo lugar.
De acordo com a página oficial do projeto Footsteps & Friendships, criado pela própria Karen, a mudança para o Algarve surgiu depois de vários anos em que viajar fez parte da sua vida. A britânica estava habituada a conhecer destinos sem companhia e valorizava a liberdade desse tipo de experiência, mas percebeu também que viajar sozinho nem sempre significa querer estar sozinho durante toda a viagem.
“Tavira agora é a minha casa”
Foi depois de se instalar no Sotavento algarvio que Karen encontrou uma ligação particular à cidade. “Depois de me mudar do Reino Unido para Tavira, apaixonei-me pelo ritmo de vida mais lento daqui, pelas ruas, pelo rio, pelas praias, pelos cafés e pelo simples prazer de tirar tempo para aproveitar o lugar onde estamos”, explica.
A adaptação levou-a a deixar de olhar para Tavira apenas como um destino. “Tavira agora é a minha casa”, afirma, acrescentando que pretende partilhar com outras pessoas o lugar que aprendeu a conhecer desde que chegou ao Algarve. Dessa experiência nasceu a ideia de criar um projeto dirigido especificamente a quem gosta de viajar sem companhia.
Viajar sozinho também pode trazer momentos de solidão
Karen conta que há muito que aprecia viagens a solo, desde a possibilidade de conhecer novos lugares ao tempo passado ao ar livre, às refeições e aos pequenos momentos do dia a dia. Porém, reconhece que existe uma parte menos referida desta forma de viajar: chegar sozinho a um local desconhecido pode trazer momentos em que faz falta ter alguém com quem conversar.
“Há momentos em que simplesmente gostávamos de ter alguém com quem partilhar uma refeição, uma caminhada ou uma conversa no final do dia. Eu também já senti isso”, explica. Foi precisamente essa experiência pessoal que esteve na origem do Footsteps & Friendships.
Projeto junta pessoas que chegam sozinhas a Tavira
A proposta passa por receber pequenos grupos compostos por pessoas que viajam individualmente. Karen assume o papel de anfitriã e procura fazer com que todos cheguem em condições semelhantes, sem a sensação de entrarem num grupo de amigos que já se conhecia anteriormente.
Ao longo da estadia estão previstos momentos para explorar Tavira, fazer caminhadas, partilhar refeições e conhecer diferentes locais da região. Contudo, a britânica sublinha que o programa não obriga os participantes a permanecer constantemente juntos, deixando espaço para que cada viajante possa passar algum tempo sozinho sempre que assim desejar.
Ideia nasceu das próprias viagens de Karen
O conceito foi pensado a partir da experiência que a própria acumulou ao longo dos anos. “Para mim, o Footsteps & Friendships é criar o tipo de férias em que eu própria gostaria de participar”, explica. O objetivo é que uma pessoa possa chegar sem companhia, sentir-se confortável no grupo e continuar a ter liberdade para organizar parte do seu tempo.
Karen reconhece que a simples ideia de chegar sozinho a outro país pode ser suficiente para afastar algumas pessoas de uma viagem. Comer sem companhia, orientar-se num destino desconhecido ou não ter com quem partilhar aquilo que se vai descobrindo são algumas das situações que identifica a partir da sua própria experiência.
De viajante a anfitriã no Algarve
Hoje, a cidade que escolheu para viver ocupa também o centro do projeto. Tavira funciona como ponto de encontro para estes viajantes, enquanto Karen procura mostrar os lugares que passaram a fazer parte da sua rotina desde a mudança para Portugal.
“Venha sozinho. Saia com memórias, gargalhadas e talvez também algumas novas amizades”, resume. Depois de anos a viajar sem companhia e de ter trocado o Reino Unido pelo Algarve, Karen encontrou assim em Tavira não apenas uma nova casa, mas também o ponto de partida para uma atividade construída a partir da própria experiência de começar de novo num lugar desconhecido.
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