Um banhista regressou à Praia Verde após 10 anos e encontrou uma praia diferente daquela que conhecia. Encontrou mais passadiços, concessões, bares e restaurantes junto à praia. A experiência levou-o a questionar o impacto que uma eventual ponte para a ilha de Cabanas poderá ter também naquela zona do Algarve.
“Está muito mudada. Cheia de passadiços e concessões, bares, restaurantes de praia”, escreveu numa publicação no Facebook. Para este visitante, Cabanas e Cacela mantêm uma relação diferente com a paisagem e com a ocupação turística. “Prefiro mil vezes a natureza selvagem de Cabanas ou Cacela que são das últimas joias do Algarve”, acrescentou.
O receio de repetir o que aconteceu noutras praias
A possibilidade de construir uma ponte pedonal em Cabanas é defendida há vários anos por um movimento cívico, mas também levanta reservas entre quem teme uma maior pressão sobre a ilha. O visitante considera que a ligação poderá facilitar o acesso e, com isso, abrir caminho a novas estruturas turísticas.
“Primeiro a ponte depois o bar e mais umas concessões e mais um restaurante e mais um passadiço longitudinal e mais, muito mais gente”, escreveu. A ideia é que uma alteração no acesso poderá trazer consigo outras mudanças na ocupação da praia e da ilha. “Acredito que quem defende a ponte quer o melhor para Cabanas mas seria um grande erro”, escreveu o visitante.
A comparação com a Praia Verde serve-lhe de exemplo. Também o blog Casal Mistério destacou que a zona que anteriormente era descrita como um areal pouco ocupado tem hoje novas estruturas ligadas ao empreendimento Verdelago, incluindo um restaurante de praia, um clube e camas no areal.
O mesmo relato refere que uma dessas camas pode custar 100 euros por dia, enquanto os toldos têm um preço de 25 euros. Durante uma visita à zona, o autor escreveu que teve a sensação de estar na Comporta, estabelecendo uma comparação com a transformação daquela região do litoral alentejano.















