Os condutores já têm uma indicação do que poderão encontrar nas bombas de combustível no arranque da próxima semana. As previsões apontam para uma evolução diferente entre gasóleo e gasolina, numa altura em que o mercado continua a ser influenciado pela tensão no Médio Oriente.
De acordo com as estimativas divulgadas pelo Automóvel Club de Portugal (ACP), o gasóleo simples deverá ficar dois cêntimos mais caro a partir de segunda-feira.
Já a gasolina simples 95 deverá seguir a tendência oposta e registar uma descida de um cêntimo por litro.
Quanto poderão custar os combustíveis?
Caso estas previsões se confirmem, o preço médio do gasóleo simples passará para cerca de 2,063 euros por litro.
Já a gasolina simples 95 deverá descer para uma média de 2,15 euros por litro.
O ACP sublinha, contudo, que se trata apenas de uma previsão baseada nas cotações dos mercados até ao fecho de quinta-feira, podendo existir alterações caso o preço do petróleo continue a oscilar.
Além disso, recorda que cada posto de abastecimento define livremente os seus preços, pelo que poderão existir diferenças entre marcas e regiões.
Guerra continua a influenciar os preços
Segundo o ACP, a evolução dos combustíveis continua fortemente condicionada pelo conflito no Médio Oriente.
O bloqueio do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais para o transporte de petróleo e gás natural, continua a exercer pressão sobre os mercados internacionais da energia.
Perante esta situação, o Governo mantém o compromisso de aplicar uma redução extraordinária e temporária do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) sempre que o aumento acumulado dos combustíveis ultrapasse os 10 cêntimos por litro.
Governo avança com contribuição sobre lucros extraordinários
Entretanto, o Conselho de Ministros aprovou o pedido de autorização legislativa para criar uma contribuição extraordinária sobre os lucros das empresas do setor petrolífero.
A nova Contribuição de Solidariedade Temporária sobre o Setor Petrolífero aplicará uma taxa de 33% sobre a parcela dos lucros de 2026 que exceda em mais de 20% a média obtida nos anos de 2024 e 2025.
Segundo o Ministério das Finanças, a receita obtida será utilizada para apoiar medidas destinadas a aliviar o impacto da subida dos combustíveis nas famílias e nas empresas mais vulneráveis, bem como financiar investimentos que reduzam a dependência dos combustíveis fósseis.
A medida deverá aplicar-se apenas aos resultados de 2026, com liquidação prevista até ao final de setembro de 2027.
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