Um incêndio rural ocorrido em 2022 na zona das Gambelas, em Faro, e que se propagou até à Quinta do Lago, no concelho de Loulé, vai ser recriado esta sexta-feira num simulacro promovido pela Proteção Civil.
O simulacro, designado DECIRALG’26, envolverá cerca de 250 operacionais e pretende testar a capacidade de resposta das várias entidades que integram o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) no distrito de Faro.
Segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), o exercício decorre entre as 07:00 e as 14:00, prevendo-se a circulação de diversos veículos de emergência e socorro na zona das Gambelas e áreas circundantes.
O Posto de Comando Operacional ficará instalado no Campus de Gambelas da Universidade do Algarve. O exercício inclui componentes de posto de comando (CPX), destinadas ao nível estratégico, e exercícios com meios reais (LIVEX), dirigidos aos níveis de comando tático e intervenção no terreno.
Exercício recria incêndio de grande dimensão
O cenário reproduz um incêndio rural de “elevada intensidade e complexidade operacional”, semelhante ao que ocorreu em julho de 2022 na freguesia de Montenegro, no concelho de Faro, e que acabou por atingir a Quinta do Lago, em Loulé.
Segundo o Comando Regional de Emergência e Proteção Civil do Algarve, “trata-se de um incêndio” com rápida progressão em zona de interface urbano-rural, “ameaçando habitações, infraestruturas críticas e zonas densamente povoadas”.
O incêndio real de 2022 começou numa área residencial junto à Universidade do Algarve e propagou-se até às zonas da Quinta do Lago e Vale do Lobo.
Na altura, as chamas afetaram uma área com cerca de 27 quilómetros de perímetro.
Mais de 400 operacionais combateram fogo em 2022
O combate ao incêndio mobilizou mais de 400 operacionais provenientes de várias regiões do país.
O fogo provocou danos em quatro habitações, duas das quais devolutas, além de afetar quatro viaturas, 35 jardins de habitações e 13 estruturas de apoio agrícola.
Segundo a ANEPC, o exercício DECIRALG’26 representa o “culminar do esforço de planeamento, preparação e articulação” desenvolvido ao longo dos últimos meses.
A iniciativa visa “o reforço da prontidão operacional para a fase mais exigente do ano no domínio dos incêndios rurais”.
O exercício decorre em simultâneo com o início do Empenhamento Operacional Reforçado do DECIR.
A medida assinala a entrada no período considerado mais crítico em matéria de incêndios rurais, reforçando o estado de prontidão das entidades de proteção e socorro no Algarve.
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