Guardar dinheiro continua a ser uma prioridade para muitas famílias portuguesas, sobretudo numa altura em que os produtos de poupança voltaram a ganhar relevância junto de quem procura alternativas com capital garantido. Entre as opções mais procuradas estão os Certificados de Aforro, um instrumento financeiro emitido pelo Estado e associado a juros e prémios de permanência.
De acordo com o portal Notícias ao Minuto, este produto continua entre os mais subscritos pelos portugueses e permite obter rendimentos adicionais ao longo do tempo, dependendo do período em que o dinheiro permanece aplicado.
Como funciona este produto financeiro
Os Certificados de Aforro funcionam como um empréstimo feito pelas famílias ao Estado. Segundo a mesma fonte, os investidores recebem juros trimestrais capitalizados e podem ainda beneficiar de prémios adicionais associados ao tempo de permanência da aplicação. O Governo explica, no portal dedicado ao Orçamento do Estado, que o capital investido está integralmente garantido e que o prazo máximo deste instrumento pode chegar aos 15 anos.
A subscrição pode ser feita com um valor relativamente reduzido. Conforme o Executivo, o montante mínimo exigido é de 100 euros, enquanto o limite máximo pode atingir os 250.000 euros por aforrador. No entanto, existem exceções para titulares da série E dos Certificados de Aforro, situação em que o investimento global não pode ultrapassar os 500.000 euros.
Juros variam ao longo do tempo
A remuneração destes certificados depende da Euribor a três meses. De salientar que a taxa base nunca poderá ultrapassar os 2,5% nem descer abaixo de 0%.
Além disso, acrescenta a publicação, existe um prémio de permanência que aumenta gradualmente conforme os anos em que o dinheiro permanece aplicado. Entre o segundo e o quinto ano, o prémio adicional é de 0,25%, subindo progressivamente até aos 1,75% entre o 14.º e o 15.º ano.
Onde pode fazer a subscrição
Os Certificados de Aforro podem ser subscritos através de diferentes canais. O Executivo refere que os interessados podem recorrer à plataforma Aforronet, aos balcões dos CTT, às Lojas do Cidadão ou aos canais digitais do Banco de Investimento Global.
Para abrir uma conta de aforro é necessário apresentar vários documentos. Entre eles estão o documento de identificação, o Número de Identificação Fiscal (NIF), um comprovativo de IBAN e um comprovativo de morada.
Há regras importantes no resgate
Embora o dinheiro possa ser levantado antes do fim do prazo total, existem condições específicas. O resgate apenas pode ser feito a partir do terceiro mês após a subscrição. Ainda assim, refere a mesma fonte, quem pretender evitar a perda de juros deverá esperar pelo primeiro vencimento associado à aplicação antes de solicitar o levantamento do capital.
Depois do pedido de resgate, o valor não entra automaticamente na conta bancária do aforrador. Segundo o Notícias ao Minuto, o montante é creditado até ao final do segundo dia útil após a instrução de levantamento. O processo depende igualmente da atualização correta dos dados associados à conta de aforro. Note que informações desatualizadas podem dificultar operações futuras relacionadas com o produto.
Produto continua entre os mais procurados
Os Certificados de Aforro continuam a ser apresentados pelo Governo como uma das soluções preferidas das famílias portuguesas para aplicar poupanças com risco reduzido. A combinação entre capital garantido, juros trimestrais e prémios de permanência ajuda a explicar a procura.
Para quem pretende começar a investir sem recorrer a produtos financeiros mais complexos, este instrumento mantém-se como uma das opções mais acessíveis atualmente disponíveis no mercado português.
Leia também: Vem aí uma nova prestação social: saiba se pode ter direito e quando começa a ser paga
















