O palacete onde Francisco Pinto Balsemão passou grande parte da infância e juventude deixou de pertencer à família do antigo primeiro-ministro. A propriedade, localizada na Rua Ribeiro Sanches, no bairro da Lapa, em Lisboa, foi vendida em 2025, poucos meses antes da morte do fundador da Impresa.
De acordo com o jornal Correio da Manhã, a mudança de proprietário ocorreu a 24 de junho de 2025. A informação resulta de dados do registo predial revelados numa investigação conduzida pelo site Página Um.
Um novo proprietário internacional
O comprador do imóvel é o empresário colombiano Eduardo Trujillo Uribe. Segundo a mesma fonte, o novo dono mantém interesses empresariais sobretudo ligados ao mercado mexicano. Conforme a mesma fonte, há poucos dados públicos disponíveis sobre o empresário. Sabe-se apenas que está associado à empresa Tabacolmex e que reside numa zona considerada exclusiva na cidade mexicana de Guadalajara.
O edifício está entre os imóveis mais conhecidos daquela área histórica da capital. Escreve o jornal que o palacete foi construído no início do século XX e mantém características arquitetónicas associadas à época.
Importa ainda destacar que a propriedade ocupa uma área total de cerca de 2.335 metros quadrados. O espaço interior, com aproximadamente 1.450 metros quadrados, distribui-se por quatro pisos e integra um total de 29 divisões.
Jardins e vista sobre o Tejo
Além das áreas habitacionais, o imóvel inclui ainda dois jardins e uma garagem. Segundo a mesma publicação, a posição elevada da casa permite uma vista ampla sobre o rio Tejo. O palacete também tem enquadramento visual sobre a zona de Casal de Lisboa, reforçando o valor imobiliário daquela localização na capital.
Durante algum tempo, a casa não teve apenas uma função residencial. O edifício serviu também como sede do grupo Impresa. A empresa proprietária da SIC e do jornal Expresso manteve ali as suas instalações até junho de 2023, ano em que deixou o espaço.
As memórias de infância de Balsemão
Francisco Pinto Balsemão herdou formalmente o palacete em 1969, embora tenha vivido ali desde criança. Segundo o Correio da Manhã, permaneceu na casa até aos 27 anos, altura em que se casou pela primeira vez.
Nas suas memórias, recordou a infância naquele espaço como uma vida “dourada e excessivamente protegida”, acrescentando ainda que “viveu quase enclausurado os primeiros 10 anos da sua vida”.
















