O Banco de Portugal veio esclarecer que não emitiu nem prevê emitir qualquer nota de 7 euros dedicada a Cristiano Ronaldo, depois de imagens e publicações falsas terem começado a circular nas redes sociais. A instituição decidiu intervir publicamente para travar a difusão de informações erradas e evitar que mais utilizadores fossem induzidos em erro.
De acordo com o site oficial do Banco de Portugal, começaram a surgir em vários perfis imagens que simulavam uma nota comemorativa com o valor invulgar de 7 euros.
As publicações sugeriam que a suposta nota estaria prestes a entrar em circulação, levando a um aumento de partilhas e comentários.
Conteúdo falso replicado nas redes
Segundo dados verificados, a estética das imagens imitava elementos gráficos típicos das notas de euro, o que contribuiu para que muitos utilizadores acreditassem na veracidade da alegação.
A partilha alargada fez com que dúvidas começassem a chegar ao Banco de Portugal, obrigando a instituição a reforçar publicamente que não existe qualquer emissão deste género.
O que realmente pode ser emitido
As notas de euro são produzidas e colocadas em circulação no âmbito do Eurosistema, que define formatos, denominações e regras de segurança aplicáveis a todos os países da zona euro.
Valores faciais não oficiais, como a suposta nota de 7 euros, não fazem parte de qualquer planeamento, pelo que qualquer referência a denominações incomuns deve ser encarada com prudência.
Aviso para travar a desinformação
Perante o volume crescente de partilhas, o Banco de Portugal reforçou que informações sobre novas emissões só podem ser consideradas credíveis quando divulgadas pelos canais oficiais. Fraudes que recorrem a imagens fabricadas ou montagens digitais tornaram-se cada vez mais comuns, sobretudo quando envolvem personalidades com grande visibilidade pública.
Segundo a mesma fonte, o aviso pretende alertar os cidadãos para a rapidez com que conteúdos manipulados se podem propagar e para a necessidade de verificar a origem antes de partilhar.
O Banco de Portugal garante que continuará a acompanhar casos deste género para evitar que desinformação sobre moeda física se confunda com informação oficial.
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