A Praia da Calada, em Mafra, não deverá abrir ao público durante a próxima época balnear devido ao risco associado à instabilidade da arriba. De acordo com a SIC Notícias, a decisão foi avançada pelo presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), que explicou que a situação atual não permite garantir condições mínimas de segurança para quem frequenta aquele local.
O anúncio surge após a análise dos impactos provocados pelo mau tempo que atingiu o litoral do país entre outubro de 2025 e os primeiros dias deste mês. Segundo a mesma fonte, o relatório apresentado pela APA avalia os danos causados por vários episódios meteorológicos e define um conjunto de intervenções destinadas à recuperação da costa.
Arriba instável impede abertura da praia
Durante a apresentação do documento, José Pimenta Machado explicou que a situação na Praia da Calada levanta preocupações sérias. O responsável afirmou que “este ano, não vai haver praia na Calada. A arriba está instável, é preciso proteger pessoas e bens”.
O presidente da APA acrescentou ainda que “este ano, não há condições de aqui fazer praia”, indicando que a prioridade passa por garantir a segurança antes de permitir o acesso público ao areal.
Problemas de acesso e segurança
A instabilidade da arriba é apontada como o principal fator que levou à decisão de suspender a utilização balnear. Conforme a mesma fonte, o risco não se limita apenas à possibilidade de derrocadas, mas também à dificuldade em garantir acessos seguros à zona da praia.
José Pimenta Machado reforçou essa preocupação ao explicar que “não há condições de garantir quer o acesso à praia quer a estabilização daquela arriba”. Segundo a mesma fonte, esta situação obriga a manter o acesso suspenso, pelo menos durante este verão.
Relatório aponta danos na zona costeira
O relatório apresentado pela APA identificou vários problemas no local. De acordo com a mesma publicação, além da instabilidade da arriba, foram registados danos em estruturas de proteção costeira instaladas naquela área do litoral.
Sabe-se ainda que outras praias do mesmo concelho apresentam sinais semelhantes de instabilidade geológica, embora não tenha sido possível antecipar se também poderão vir a ser interditas durante a época balnear.
Temporais deixaram rasto de destruição
Os danos analisados no relatório resultam de um período de condições meteorológicas adversas que afetou o país durante várias semanas. Segundo a mesma fonte, o território continental foi atingido por sucessivas depressões que provocaram estragos significativos em diferentes regiões.
As tempestades, identificadas como Kristin, Leonardo e Marta, estiveram associadas a episódios de cheias, inundações e destruição de infraestruturas. Os prejuízos se estenderam a habitações, empresas e equipamentos públicos.
Impacto humano e material
Os temporais tiveram também consequências humanas graves. De acordo com a SIC Notícias, pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal desde o final de janeiro na sequência destes fenómenos meteorológicos. Segundo a mesma fonte, mais de metade das vítimas mortais ocorreu durante trabalhos de recuperação após os estragos causados pelas tempestades. Além disso, registaram-se centenas de feridos, desalojados e deslocados, enquanto várias regiões enfrentaram cortes de energia, água e comunicações.
Entre as zonas mais afetadas pelas depressões meteorológicas destacam-se várias regiões do território continental. Conforme a mesma fonte, o Centro, Lisboa e Vale do Tejo e o Alentejo foram particularmente atingidos pelos efeitos dos temporais. O relatório apresentado pela APA procura agora avaliar os danos e planear intervenções para minimizar riscos futuros. No caso da Praia da Calada, a prioridade será garantir a estabilização da arriba antes de considerar qualquer reabertura ao público.
















