O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) recomendou este sábado, 28 de fevereiro, que os portugueses no Irão e noutros países do Médio Oriente cumpram as orientações das autoridades locais, permaneçam em casa e, em caso de emergência, contactem as embaixadas, consulados ou o Gabinete de Emergência Consular, na sequência da escalada militar na região.
De acordo com o Notícias ao Minuto, as recomendações surgem depois de, segundo informações divulgadas por meios internacionais e nacionais, os Estados Unidos e Israel terem iniciado na manhã de 28 de fevereiro ataques ao Irão, com Teerão a responder com lançamentos de mísseis e drones contra alvos associados aos EUA na região e países vizinhos.
Contactado pela Lusa, um porta-voz do MNE indicou que o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, e o Gabinete de Emergência Consular estavam, desde o início do dia, a contactar os embaixadores portugueses na região para acompanhar a situação e articular respostas.
O que o MNE está a pedir aos portugueses
De forma prática, o ministério aconselha os cidadãos portugueses a evitarem deslocações não essenciais, a manterem-se em casa ou em local abrigado e a seguirem a informação transmitida pelas autoridades locais e pela rede diplomática portuguesa.
Em caso de necessidade especial, como situações médicas, dificuldade de deslocação, problemas de comunicação ou risco iminente, o MNE recomenda contacto imediato com a embaixada/consulado competente ou com o Gabinete de Emergência Consular.
Numa publicação feita durante a manhã, o ministério afirmou estar a “acompanhar ao minuto” os desenvolvimentos no Irão (e na região) e sublinhou que a prioridade é a segurança dos cidadãos portugueses.
O que está a acontecer na região
A escalada descrita em relatos noticiosos aponta para um agravamento rápido do risco de segurança e para impactos que podem incluir alertas à população para permanecer em abrigo, condicionamentos de circulação e alterações repentinas no funcionamento de serviços.
Há também referência a interceções de mísseis e a incidentes em diferentes pontos do Golfo, o que aumenta a probabilidade de restrições adicionais, incluindo perturbações no tráfego aéreo e em deslocações entre cidades.
Neste contexto, as autoridades portuguesas reforçam a necessidade de seguir instruções locais e de evitar “rotinas” de exposição, como deslocações desnecessárias, sobretudo em períodos de maior incerteza.
O que fazer agora
Para quem está na região, e segundo o Notícias ao Minuto, a recomendação mais imediata é manter-se informado por canais oficiais, ter o telemóvel carregado, guardar contactos úteis (embaixada/consulado e emergência consular) e preparar medidas básicas de segurança doméstica (água, alimentos, medicamentos essenciais).
Se estiver em trânsito, com viagem marcada ou com necessidade de atravessar fronteiras, é prudente confirmar previamente possíveis restrições e avaliar alternativas, uma vez que a evolução pode ser rápida e com impacto nos transportes.
O MNE mantém o acompanhamento e a articulação com a rede diplomática, numa fase em que as próximas horas e dias serão decisivos para perceber se a escalada se prolonga ou se abre espaço a medidas de desanuviamento.
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