
Maria Velho da Costa era considerada uma das vozes renovadoras da literatura portuguesa desde a década de 1960. É autora dos romances Maina Mendes (1969), Casas Pardas (1977) e Myra (2008).
Morreu aos 81 anos (1938-2020), na sua casa em Lisboa. Adianta uma amiga da famÃlia, Margarida Gil, que a escritora estava debilitada mas lúcida. A morte aconteceu de forma súbita.
A romancista foi também a primeira mulher a tornar-se presidente da Associação Portuguesa de Escritores e viria a receber o Prémio Camões, em 2002, pela sua obra literária.
A Ministra da Cultura, Graça Fonseca, lamenta a morte da escritora Maria Velho da Costa. Em comunicado enviado à impresa, escreve que Maria Velho da Costa era “uma mulher corajosa e uma escritora inovadora e brilhante, entre os seus textos encontramos alguns dos momentos mais altos da literatura portuguesa contemporânea”. ContÃnua a nota dizendo que “recordá-la nos seus gestos de desafio e regressar constantemente aos seus livros, eis o que devemos a Maria Velho da Costa. Regressar a uma obra faz parte do nosso património literário, principalmente quando nos soube mostrar o paÃs que teimávamos em não ver”.
O POSTAL presta as devidas condolências aos familiares e amigos da escrita, que deixou Portugal mais rico culturalmente.
















