A Câmara Municipal de Albufeira recebeu a conferência “O Novo Urbanismo – As Transformações Implementadas pelo Decreto-Lei n.º 108/2026”, uma iniciativa dedicada à análise das recentes alterações legislativas no domínio do urbanismo.
O encontro decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho e reuniu especialistas, técnicos, juristas, engenheiros, arquitetos e profissionais ligados ao setor imobiliário, promovendo a reflexão sobre os desafios, responsabilidades e oportunidades criados pelo novo enquadramento legal.

Segundo o Município de Albufeira, o evento “promoveu a reflexão e o debate sobre os desafios, responsabilidades e oportunidades associados ao novo enquadramento legal do urbanismo em Portugal”.
Urbanismo assume papel central no desenvolvimento dos territórios
A sessão de abertura contou com as intervenções de António Nóbrega, responsável pela organização da conferência, do presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Rui Cristina, do arquiteto Guilherme Sá, em representação da Associação dos Mediadores do Imobiliário de Portugal, e da engenheira Ana Rita Andrade, delegada adjunta da Ordem dos Engenheiros – Secção Regional Sul.
Na sua intervenção, Rui Cristina sublinhou a importância estratégica do urbanismo para o desenvolvimento dos territórios. O autarca destacou que “esta área influencia diretamente a habitação, o investimento, a reabilitação urbana e a qualidade de vida das populações”.

O presidente da Câmara Municipal de Albufeira referiu ainda que “o Município tem vindo a implementar medidas destinadas a tornar os processos urbanísticos mais eficientes, transparentes e acessíveis”, destacando a aposta numa plataforma de gestão urbanística com recurso à inteligência, considerada pioneira na região do Algarve.
Por sua vez, António Nóbrega enquadrou a gestão do território como instrumento essencial para a organização das cidades, a segurança das populações e a qualidade dos serviços públicos.

O urbanista alertou também para os desafios associados à aplicação prática do novo regime legal, defendendo a necessidade de harmonização de procedimentos e de uma reflexão aprofundada sobre os mecanismos de fiscalização e controlo.
Alterações legais exigem rigor técnico e novos procedimentos
Ao longo da conferência, foram debatidos vários temas relacionados com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 108/2026, incluindo a simplificação dos procedimentos urbanísticos, a utilização da inteligência artificial na gestão territorial, a responsabilidade dos técnicos e projetistas e os impactos do novo enquadramento legal nas operações urbanísticas e imobiliárias.

Durante as intervenções, o arquiteto Guilherme Sá abordou os efeitos das alterações legislativas nas operações urbanísticas e imobiliárias, enquanto a engenheira Ana Rita Andrade destacou a importância do rigor técnico na elaboração e execução dos projetos.
A iniciativa reuniu representantes de diversas entidades ligadas ao urbanismo, arquitetura, engenharia, mediação imobiliária e direito, afirmando Albufeira como espaço de debate sobre uma área determinante para o ordenamento do território, a habitação, o investimento e a qualidade de vida.
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