A qualidade da água das praias portuguesas manteve-se globalmente elevada na época balnear de 2025, mas os dados mais recentes mostram também um aumento no número de zonas classificadas com qualidade “má”. De acordo com a agência de notícias Lusa, a Agência Europeia do Ambiente identificou 12 praias portuguesas com essa classificação, mais três do que no ano anterior.
No total, foram monitorizadas 682 praias em Portugal. A maioria continua a apresentar resultados positivos, com 559 zonas balneares classificadas com qualidade “excelente”.
Maioria continua com classificação elevada
Os números divulgados pela Agência Europeia do Ambiente mostram que 82% das praias monitorizadas receberam a classificação máxima. Além disso, 75 praias foram consideradas de qualidade “boa” e 19 obtiveram a classificação de “suficiente”. Apesar destes resultados, houve um aumento das praias com avaliação negativa. Segundo a mesma fonte, as classificações de qualidade “má” passaram de nove em 2024 para 12 em 2025.
Os dados revelam uma ligeira melhoria no número de praias classificadas como “excelentes”, que subiu de 556 para 559. Também as categorias “boa” e “suficiente” registaram aumentos face ao ano anterior. Por outro lado, o número de praias sem classificação diminuiu de 20 para 17. A Agência Europeia do Ambiente destaca que a qualidade global das águas balneares portuguesas continua a apresentar níveis elevados, apesar das variações registadas em algumas categorias.
Como são feitas as avaliações
A classificação das águas balneares é realizada com base em parâmetros microbiológicos definidos pela Diretiva das Águas Balneares da União Europeia. Entre os critérios analisados está a presença de bactérias que podem indicar situações de poluição. Conforme a mesma fonte, cerca de 22.000 zonas balneares são monitorizadas todos os anos em toda a Europa. Os dados são fornecidos pelos países participantes e posteriormente avaliados pela Agência Europeia do Ambiente.
A nível europeu, os resultados mantêm uma tendência positiva. A agência refere que “a grande maioria das águas balneares na Europa cumpriu, em 2025, os mais rigorosos padrões de qualidade de banho da União Europeia”. Segundo os dados divulgados, 84,8% das zonas balneares europeias foram classificadas como “excelentes”, enquanto 96% cumpriram os padrões mínimos exigidos. Apenas 1,5% receberam a classificação de qualidade “má”.
Costas continuam a destacar-se
Os resultados mostram ainda que as águas costeiras apresentam desempenhos superiores aos registados em rios e lagos. Em 2025, 88% das águas costeiras da União Europeia foram classificadas como excelentes, contra 78% das águas interiores.
Entre os países com melhores resultados encontram-se a Áustria, Bulgária, Chipre e Grécia, onde mais de 95% das zonas balneares alcançaram a classificação máxima. A Agência Europeia do Ambiente conclui que a qualidade das águas balneares europeias permaneceu estável face ao ano anterior.
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