A mobilidade na capital volta a estar sob pressão por causa de um novo conflito laboral no Metro de Lisboa, um tema com impacto direto na rotina de milhares de passageiros que dependem diariamente deste transporte.
O essencial é este: os trabalhadores abrangidos pelo pré-aviso subscrito por FECTRANS, STTM, SINDEM, SITRA e SITESE têm duas greves de 24 horas marcadas para 9 e 14 de abril. O Tribunal Arbitral decidiu não fixar serviços mínimos para estas paralisações.
O que foi decidido
Na decisão publicada pelo Conselho Económico e Social, o tribunal determinou apenas a prestação dos serviços ligados à segurança e à manutenção do equipamento e das instalações. Entre essas obrigações está a presença de três trabalhadores no Posto de Comando Central, identificados pelos sindicatos.
A fundamentação oficial refere que se trata de duas greves em dias diferentes e não consecutivos, com duração limitada a 24 horas cada.
O tribunal acrescenta que, para estas datas, não existiam outras greves de transportes agendadas, entendendo por isso que não estavam reunidos os pressupostos indispensáveis para impor serviços mínimos de circulação.
O que isto significa para os utentes
Para os passageiros que utilizam o Metro de Lisboa, o cenário aponta para fortes perturbações no serviço nos dois dias de greve, pelo que será prudente preparar alternativas e acompanhar a informação operacional antes de sair de casa.
O próprio tribunal admite que a paralisação poderá afetar muitos utentes, mas concluiu que esse impacto, neste caso concreto, não bastava para limitar o direito à greve através da imposição de serviços mínimos.
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