A Direção Geral de Trânsito (DGT) de Espanha aconselha os condutores a manterem os cintos de segurança dos bancos traseiros apertados, mesmo quando os assentos não estão ocupados. A medida visa evitar riscos em caso de colisão, sobretudo relacionados com a carga no porta-bagagens.
De acordo com a DGT, e segundo o jornal espanhol El Motor, o uso do cinto é obrigatório em todas as posições do veículo, não apenas pelas pessoas, mas também como medida preventiva. Quando um carro sofre um embate a 60 km/h, uma pessoa com 75 quilos sem cinto pode projetar-se com uma força de 4,2 toneladas. Este fenómeno é conhecido como o “efeito elefante”.
O mesmo tipo de impacto pode ocorrer com bagagens soltas no porta-bagagens. Se um objeto embater na parte de trás dos bancos traseiros, pode projetar-se para o interior do veículo com força suficiente para causar ferimentos graves.
Um gesto simples que pode evitar danos maiores
A DGT alerta que, ao manter os cintos traseiros apertados, os encostos desses bancos ficam mais firmes. Esta pequena precaução pode impedir que o peso da bagagem provoque o seu desbloqueio, reduzindo o risco de objetos entrarem no habitáculo e atingirem os ocupantes.
Mesmo com o porta-bagagens vazio, a recomendação mantém-se. Com os cintos apertados, os encostos traseiros oferecem maior resistência, o que pode fazer diferença numa travagem brusca ou num acidente inesperado.
Uma prática pouco conhecida, mas eficaz
Embora muitos condutores não estejam familiarizados com esta medida, trata-se de uma recomendação simples que não acarreta qualquer custo adicional. E, no entanto, pode contribuir significativamente para a segurança dos passageiros.
Segundo a DGT, “todas as medidas possíveis, por mais inverosímeis que pareçam, devem ser tomadas para proteger os ocupantes em caso de acidente”. Por isso, esta prática está a ser cada vez mais divulgada como complemento à segurança passiva dos veículos.
A segurança não depende apenas dos cintos dos passageiros
Além dos cintos, os bancos traseiros têm um papel essencial como barreira física entre a bagageira e os ocupantes. Mas se não estiverem bem presos, essa barreira pode falhar. O cinto de segurança, neste caso, funciona como reforço para essa estrutura.
A recomendação surge numa altura em que muitos condutores se preparam para as férias de verão, período em que as bagagens acumuladas nos carros são mais frequentes. É, portanto, uma boa altura para adotar esta medida.
Uma prática fácil que pode salvar vidas
A segurança rodoviária não depende apenas de grandes dispositivos tecnológicos ou sistemas de alerta sofisticados. Às vezes, um simples gesto como apertar um cinto pode ser o suficiente para reduzir os danos em caso de colisão.
De acordo com o El Motor, a DGT continua a insistir na importância dos pequenos hábitos que fazem toda a diferença. E este é mais um exemplo de como é possível melhorar a segurança com algo tão básico como o cinto traseiro, mesmo quando ninguém lá vai sentado.
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