A herança de Marco Paulo continua a gerar tensão entre os envolvidos e um dos herdeiros, Eduardo Ferreira, quer ter acesso às casas do cantor em Sesimbra e no Algarve, apesar de o processo de partilhas ainda não estar concluído. O bombeiro de Braga, a quem o artista doou 10% do património, afirma que pretende usufruir dos imóveis e admite recorrer aos tribunais para garantir esse direito.
De acordo com o Correio da Manhã, Eduardo Ferreira defende que, sendo herdeiro, deve poder utilizar as propriedades tal como os restantes beneficiários. “Eu também sou herdeiro, por isso tenho direito de passar férias nas casas, tal como os outros”, afirmou.
Segundo a mesma fonte, o bombeiro revelou que, numa reunião realizada em julho, manifestou essa intenção de forma clara. “Na reunião que tivemos, eu disse que queria ter as chaves para lá ir e o Toni disse que me dava”, contou à revista Nova Gente.
Conversas interrompidas
Desde esse encontro, porém, não terá havido novos desenvolvimentos. Escreve o jornal que Eduardo Ferreira garante que ficou a aguardar uma proposta formal sobre a herança, mas que tal nunca chegou.
“Eles é que ficaram de me apresentar uma proposta fidedigna, porque o que propuseram naquela reunião foi ridículo. Entretanto, não me disseram mais nada, então não me vou humilhar, não vou ser eu que os vou procurar”, afirmou, conforme a mesma fonte.
Via judicial em cima da mesa
Perante a ausência de respostas, o herdeiro admite avançar por via legal. Acrescenta a publicação que Eduardo Ferreira já contactou o seu advogado para desbloquear a situação relacionada com o acesso às casas.
“Quanto às chaves, vou falar com o meu advogado para falar com eles. Quero ir ver as casas em breve. Se o Marco quis que eu ficasse com as coisas, é normal eu querer saber delas”, declarou, citado pelo Correio da Manhã.
Dúvidas sobre bens valiosos
O bombeiro levantou ainda questões sobre o paradeiro de alguns bens que, segundo afirma, integravam o património do cantor. Ao mesmo jornal, questionou: “Onde está o ouro que sei que o Marco tinha? E onde está a arte sacra que ele guardava e que vale muito dinheiro? Desapareceu tudo?!”.
Refere a mesma fonte que estas dúvidas surgem num contexto em que a distribuição definitiva da herança ainda não está fechada, mantendo-se indefinidos vários aspetos relacionados com os bens.
Royalties e despesas
Entretanto, Eduardo Ferreira já recebeu valores relativos a direitos conexos do artista referentes a 2023. Contudo, refere que os montantes não terão sido suficientes para cobrir os encargos entretanto assumidos.
“Já gastei para cima de 20.000 euros, em Imposto de Selo, advogados, viagens a Lisboa e em documentos que tive de pedir. O que já recebi não deu para cobrir gastos”, afirmou, voltando o Correio da Manhã a sublinhar que o processo de partilhas permanece em aberto.
















