Novos agentes da PSP começam na segunda-feira um estágio operacional de duas semanas nas fronteiras aeroportuárias, com 367 efetivos a distribuir por Lisboa, Porto, Faro, Madeira e Açores, depois de a missão da GNR no controlo de fronteiras do aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, ter terminado hoje pelas 13:00.
A PSP adiantou que 170 dos 367 novos agentes ficarão alocados ao aeroporto de Lisboa, enquanto os restantes serão distribuídos por Porto, Faro, Madeira e Açores.
O reforço surge numa altura de maior pressão sobre as infraestruturas aeroportuárias. O ministro da Administração Interna, Luís Neves, referiu na sexta-feira, na cerimónia de encerramento do curso de formação dos novos agentes, em Torres Novas, Santarém, que Portugal recebe atualmente mais 20 mil passageiros por dia do que no mesmo período do ano passado.
Segundo o governante, o reforço de 367 agentes da PSP nas fronteiras aeroportuárias deverá permitir acelerar o controlo de passageiros, embora possam continuar a existir filas pontuais devido a constrangimentos operacionais.
GNR terminou missão iniciada em janeiro
O reforço operacional da GNR no controlo de fronteiras do aeroporto Humberto Delgado começou a 06 de janeiro deste ano.
De acordo com a PSP, a presença da GNR permitiu aumentar a capacidade de resposta policial no controlo de fronteira enquanto decorriam as obras de ampliação e o aumento das posições de controlo no aeroporto de Lisboa, bem como a formação de novos efetivos especializados da PSP, os Guardas de Fronteira.
No comunicado hoje divulgado, o diretor nacional da PSP, Luís Carrilho, agradeceu à GNR a “colaboração prestada” e destacou o “profissionalismo, a competência, a dedicação e o elevado sentido de missão” demonstrados pelos militares ao longo da operação.
A PSP considera que estes fatores foram determinantes para o sucesso da missão conjunta, que contribuiu para “reforçar os laços institucionais e a capacitação mútua” no controlo de fronteiras.
Filas podem continuar em dias de constrangimentos
Apesar do reforço, Luís Neves advertiu que poderão manter-se constrangimentos pontuais na operação aeroportuária.
“As filas existirão sempre”, afirmou o ministro, admitindo que problemas informáticos ou dificuldades no acesso a bases de dados nacionais e internacionais poderão afetar, em determinados dias, a rapidez do controlo de passageiros.















