Uma campanha promocional lançada por ocasião do Campeonato do Mundo FIFA 2026 está a gerar uma vaga de reclamações contra a Coca-Cola em Portugal. Os consumidores queixam-se de falhas na aplicação, dificuldades na validação de talões e prémios que não chegam.
O número de reclamações dirigidas à Coca-Cola Portugal aumentou de forma acentuada desde o início de junho, coincidindo com a campanha “Celebra o Campeonato do Mundo FIFA’26”, de acordo com o Notícias ao Minuto.
Segundo dados divulgados pelo Portal da Queixa, foram registadas 56 reclamações desde 1 de junho e 60 desde o início de 2026.
Reclamações aumentaram face ao ano passado
Os valores representam uma subida significativa quando comparados com todo o ano de 2025, período em que a marca recebeu apenas cinco reclamações através da plataforma.
A maioria das queixas está relacionada com o programa de pontos disponível na aplicação da Coca-Cola.
A campanha permite aos consumidores acumular pontos através da compra de produtos e trocá-los posteriormente por diferentes prémios associados ao Mundial.
Consumidores relatam falhas na aplicação
Entre os principais problemas estão as dificuldades na validação dos talões de compra e os erros registados durante o processo de resgate das recompensas.
Alguns consumidores afirmam que os pontos foram retirados das respetivas contas sem que os prémios fossem entregues.
Outros relatam falta de stock, problemas técnicos em momentos de elevada procura e ausência de resposta aos pedidos enviados para o apoio ao cliente.
Há quem continue a comprar sem conseguir resgatar prémios
De acordo com os relatos recebidos, existem consumidores que continuam a adquirir produtos para somar pontos, mas depois não conseguem utilizá-los devido à alegada indisponibilidade das recompensas.
Um dos participantes afirma ter acumulado pontos suficientes para receber um prémio de valor elevado, mas acabou por receber outro de valor inferior, apesar de lhe terem sido descontados todos os pontos.
Outro consumidor descreveu a validação dos talões como um processo imprevisível, marcado por erros frequentes e pedidos de análise manual.
Prémios continuam por chegar
Há ainda relatos de participantes que aguardam há várias semanas pelos prémios que solicitaram através da aplicação.
Um consumidor afirmou ter trocado os pontos por cromos, mas continuava sem receber a encomenda passadas mais de três semanas.
Segundo o mesmo relato, foram enviados vários emails à marca sem que tivesse sido obtida qualquer resposta.
Lisboa concentra mais reclamações
Os dados do Portal da Queixa indicam que 25% das reclamações foram apresentadas por consumidores da região de Lisboa.
Seguem-se os distritos do Porto, com 16,67%, e de Setúbal, com 13,33%.
A maioria dos consumidores que apresentou queixa é do sexo masculino, representando 67% do total, enquanto as mulheres correspondem a 33%.
Faixa dos 35 aos 44 anos é a mais afetada
O grupo etário com maior número de reclamações é o dos consumidores entre os 35 e os 44 anos, com 33% das ocorrências.
Logo depois surgem os participantes entre os 25 e os 34 anos, que representam 25% dos casos registados.
O fundador do Portal da Queixa, Pedro Lourenço, considera que este crescimento pode comprometer a confiança dos consumidores e influenciar futuras decisões de compra.
O responsável defende que campanhas promocionais digitais de grande dimensão devem garantir maior transparência, sistemas tecnológicos mais robustos e capacidade para responder rapidamente aos consumidores.
Leia também: GNR apreende cerca de 1.000 camisolas desportivas contrafeitas em Faro e Portimão
















