A GNR apreendeu mais de 1.400 artigos alegadamente contrafeitos nos concelhos de Faro e Portimão, numa operação de fiscalização dirigida ao transporte de mercadorias. Entre o material apreendido encontram-se 999 camisolas desportivas, numa altura em que o Campeonato do Mundo de Futebol de 2026 tem impulsionado a procura por este tipo de produtos.
De acordo com a agência de notícias Lusa, a ação foi realizada pela Unidade de Ação Fiscal (UAF) na passada quinta-feira, 9 de julho, e incidiu, sobretudo, sobre encomendas transportadas por empresas de distribuição. Durante a operação, os militares identificaram diversos artigos com indícios de contrafação e levantaram cinco autos de notícia por suspeitas de infrações ao Código da Propriedade Industrial.
Quase 1.000 camisolas entre os artigos apreendidos
Além das camisolas desportivas, a operação permitiu apreender 437 pares de óculos, quatro t-shirts, dois pares de sapatilhas, cinco calças de fato de treino e quatro chapéus. No total, foram retirados de circulação mais de 1.400 produtos, cujo valor comercial estimado ronda os 14.125 euros, escreve a agência noticiosa.
A operação integrou uma ação de controlo da circulação de mercadorias em território nacional, com especial atenção às encomendas movimentadas por empresas de distribuição. Segundo a mesma fonte, foi durante estas inspeções que os militares detetaram artigos que apresentavam características compatíveis com produtos contrafeitos, levando à respetiva apreensão e à abertura dos processos por suspeita de ilícitos.
Mundial de futebol aumenta procura
A GNR enquadra esta operação no reforço das ações de combate à contrafação durante o Campeonato do Mundo de Futebol de 2026. A força de segurança considera que competições desta dimensão fazem aumentar significativamente a procura por camisolas de clubes e seleções, circunstância que pode favorecer a circulação de produtos ilegais no mercado.
A GNR alerta que a compra de artigos contrafeitos não afeta apenas os detentores dos direitos de propriedade industrial. Conforme a Lusa, estes produtos prejudicam igualmente os consumidores, os operadores económicos que comercializam artigos originais e a economia formal, ao mesmo tempo que alimentam esquemas de fraude e evasão fiscal.
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