Durante anos, os turistas britânicos apontaram sobretudo ao Algarve, Lisboa ou Porto quando pensavam em férias em Portugal. Mas agora, uma nova cidade começa a despertar curiosidade na imprensa estrangeira, e não é pelas razões óbvias.
De acordo com o jornal britânico The Times, Estarreja, no distrito de Aveiro, foi destacada como um destino acessível e inesperado, descrito como “a subestimada cidade portuguesa onde uma estadia de uma semana custa menos de 350 libras”, o equivalente a cerca de 405 euros.
A publicação salienta que se trata de uma alternativa tranquila, longe da pressão turística que marca os destinos mais conhecidos do país.
O encanto fora das multidões
Segundo o The Times, setembro surge como a altura ideal para visitar Portugal. As temperaturas rondam os 25 ºC, suficientemente quentes para aproveitar uma piscina, mas sem o peso das multidões típicas do verão. É neste contexto que Estarreja ganha pontos, com a promessa de uma experiência mais calma e diferente.
A cidade oferece uma combinação de espaços culturais e natureza que não passa despercebida. O jornal britânico destaca os museus locais, a arte de rua espalhada pelas ruas e as reservas naturais, que permitem caminhadas e até passeios de caiaque.
Um destino com boas ligações
Outro argumento apontado pela imprensa britânica é a proximidade de Estarreja a cidades já consagradas no turismo português. Porto e Aveiro estão a curta distância, o que permite combinar a estadia com visitas de um dia a centros urbanos de maior dimensão, mantendo, no entanto, a tranquilidade de um alojamento fora do circuito turístico.
Segundo o The Times, essa conjugação de acessibilidade, autenticidade e preços mais baixos torna Estarreja uma escolha surpreendente para quem procura mais do que apenas praia. O custo reduzido das estadias funciona como fator de atração adicional, num contexto em que as viagens pela Europa têm vindo a ficar cada vez mais caras.
Uma alternativa com potencial de crescimento
A valorização de Estarreja pela imprensa internacional poderá ter reflexos na procura futura, tal como aconteceu com outras localidades portuguesas que começaram por ser vistas como opções discretas e acabaram por ganhar lugar nos roteiros turísticos. Por agora, a cidade mantém-se como um refúgio acessível, sem multidões e com propostas culturais e naturais que cativam cada vez mais visitantes.
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