O Governo não deverá avançar com novos cortes no IRS em 2026, mas mantém em aberto outras medidas para responder à subida do custo de vida, incluindo a possibilidade de um novo bónus para pensionistas. Num contexto marcado pelo aumento dos preços, em parte associado à instabilidade internacional, o executivo admite estar a avaliar diferentes soluções, embora sem anunciar, para já, decisões concretas.
De acordo com o Notícias ao Minuto, a prioridade passa por acompanhar a evolução da economia antes de avançar com novas medidas, sendo a resposta ajustada “semana a semana”.
IRS fora das novas medidas para já
Apesar da pressão sobre o rendimento das famílias, não estão previstos novos cortes no IRS no curto prazo. Segundo a mesma fonte, o Governo considera prematuro anunciar alterações fiscais adicionais neste momento, optando por manter uma margem de manobra enquanto avalia o impacto da conjuntura económica.
Esta posição surge numa altura em que o tema da carga fiscal continua a ser central no debate político, sobretudo face à subida generalizada dos preços.
Pensões continuam em análise
Se por um lado o IRS parece afastado, o mesmo não acontece com as pensões. A possibilidade de um novo bónus para pensionistas continua em cima da mesa.
De acordo com a publicação, esta medida está ainda a ser estudada, sem confirmação oficial, podendo surgir como resposta dirigida a um dos grupos mais afetados pelo aumento do custo de vida. A decisão dependerá da evolução económica e das contas públicas nos próximos meses.
Combustíveis e ISP podem entrar na equação
Entre as hipóteses em análise está também uma eventual redução do Imposto sobre Produtos Petrolíferos, numa altura em que os preços dos combustíveis têm registado aumentos.
Segundo o Notícias ao Minuto, esta possibilidade surge como uma das alternativas para aliviar a pressão sobre os consumidores, embora também não esteja ainda confirmada. O impacto das tensões no Médio Oriente continua a refletir-se nos mercados energéticos, influenciando os preços.
Governo promete resposta “a breve trecho”
O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, indicou que o anúncio de novas medidas será feito em função da evolução da situação internacional e económica. Segundo a mesma fonte, o governante considera que é ainda cedo para avançar com decisões concretas, mas garante que o executivo está a acompanhar de perto o cenário. A resposta, acrescentou, deverá surgir em breve, à medida que houver maior previsibilidade.
Pressão política e económica aumenta
A ausência de medidas imediatas tem sido alvo de críticas por parte da oposição, que defende uma resposta mais rápida face ao aumento do custo de vida.
De acordo com a publicação, também entidades como a Confederação dos Agricultores de Portugal e a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição têm apelado a medidas mais eficazes, alertando para o risco de perda de competitividade face a Espanha. O tema ganha relevância num contexto europeu em que outros países têm adotado estratégias diferentes.
Contas públicas dão margem, mas com cautelas
Os dados mais recentes indicam que Portugal terminou 2025 com um excedente orçamental, o que, em teoria, abre espaço para novas medidas. Segundo o Notícias ao Minuto, o Governo reconhece essa margem, mas sublinha que não pode ser automaticamente transposta para o ano seguinte.
Entre os fatores a considerar estão o impacto financeiro de eventos recentes, como tempestades, e compromissos assumidos em áreas como a Defesa.
Equilíbrio entre apoio e disciplina orçamental
O executivo garante que pretende manter o equilíbrio das contas públicas e continuar a reduzir a dívida, sem deixar de responder às necessidades das famílias. De acordo com a mesma fonte, este equilíbrio será determinante na definição das medidas a adotar nos próximos meses. A estratégia passa por conciliar apoio ao rendimento com prudência orçamental, num cenário ainda marcado por incerteza.
O que pode mudar nos próximos meses
Para já, não há decisões fechadas, mas há sinais de que algumas medidas poderão avançar em breve, dependendo da evolução do contexto económico. Segundo o Notícias ao Minuto, o Governo deverá continuar a avaliar o cenário antes de tomar decisões, mantendo em aberto várias possibilidades.
Entre o que fica já definido e o que continua em análise, há um ponto comum: a resposta não será imediata, mas poderá chegar mais cedo do que se espera.
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