As reservas médias de água em Almada atingiram os 40%, um nível que já permite avaliar uma eventual redução do número de horas de corte no abastecimento. A situação continua, contudo, a exigir medidas de contenção e acompanhamento permanente.
A atualização foi divulgada este sábado, 18 de julho, pelos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Almada, numa altura em que várias zonas do concelho continuam a enfrentar constrangimentos.
O valor médio resulta dos níveis de armazenamento registados nos reservatórios do Alto do Índio, Sobreda, Raposo, Lazarim, Trafaria, Vale Cavala e Pragal.
Reservas entram no nível amarelo
A escala de monitorização utilizada pelos SMAS de Almada encontra-se dividida em cinco níveis, definidos de acordo com a quantidade de água disponível nos reservatórios.
As reservas inferiores a 20% correspondem ao nível vermelho, enquanto os valores entre 20% e 30% são classificados com o nível laranja.
Entre 30% e 50%, como acontece atualmente, o sistema encontra-se no nível amarelo, que prevê uma avaliação da situação e uma possível redução do número de horas de corte.
Restrições podem ser aliviadas
O nível verde é alcançado quando as reservas se situam entre 50% e 75% e permite o levantamento faseado de algumas restrições.
Já o nível azul, atribuído a reservas superiores a 75%, corresponde ao regresso progressivo à normalidade no abastecimento.
Apesar da subida para os 40%, os SMAS ainda não confirmaram qualquer alteração imediata aos períodos de interrupção, indicando apenas que a redução será avaliada.
Apoio reforçado a instituições vulneráveis
Os serviços municipais continuam também a distribuir reservatórios de água com capacidade para mil litros a instituições consideradas prioritárias.
O objetivo passa por reforçar a autonomia de entidades vulneráveis afetadas pelos problemas no sistema de abastecimento.
Depois de instalados, os depósitos são abastecidos através de camiões-cisterna, numa operação que, segundo os SMAS, permite uma resposta mais segura e eficiente.
Falhas começaram no início do mês
Desde o início de julho que têm sido registadas falhas sucessivas no abastecimento de água em Almada, com maior incidência na Costa da Caparica.
Perante a situação, a Câmara Municipal decretou o estado de alerta e avançou com cortes totais em determinadas zonas do concelho.
Foi igualmente proibida a utilização de água da rede pública para fins que não sejam domésticos ou considerados essenciais.
Novos furos reforçam a rede pública
Para reduzir o impacto da falta de água, a autarquia conseguiu colocar em funcionamento dois novos furos de captação.
Estas infraestruturas estão a injetar na rede pública mais 120 metros cúbicos de água por hora.
O reforço, aliado à recuperação das reservas, poderá permitir uma redução gradual das restrições, caso os níveis continuem a evoluir de forma favorável.
















