Entregue pela ANA — Aeroportos de Portugal ao Governo em 17 de julho, o terceiro relatório técnico do aeroporto Luís de Camões cumpre mais uma etapa do calendário de 36 meses definido para preparar a candidatura à nova infraestrutura, prevista para o Campo de Tiro de Alcochete.
“O Governo confirma que recebeu hoje da ANA Aeroportos o terceiro relatório técnico do Aeroporto Luís de Camões, documento que constitui um dos cinco relatórios sobre este investimento que serão produzidos pela concessionária”, afirmou à Lusa fonte oficial do Ministério das Infraestruturas e Habitação.
A ANA tinha até 17 de julho para entregar o documento, que deverá incluir o planeamento detalhado da construção, a calendarização das obras, a estrutura de subcontratação e o orçamento estimado.
O relatório deverá ainda desenvolver as soluções de engenharia para as diferentes infraestruturas aeroportuárias, incluindo pistas, caminhos de circulação de aeronaves, conhecidos como ‘taxiways’, placas de estacionamento, terminal e respetivas acessibilidades.
Relatório financeiro previsto para janeiro de 2027
A próxima etapa do processo será a apresentação do relatório financeiro, prevista para 17 de janeiro de 2027. A candidatura completa ao novo aeroporto deverá ser entregue em janeiro de 2028.
“Cumpre-se assim mais uma etapa do calendário estabelecido de 36 meses globais com todas as dimensões cumpridas”, acrescentou a mesma fonte governamental.
Este é o terceiro documento apresentado pela ANA no âmbito da preparação da candidatura. O relatório de consultas foi entregue em julho de 2025, seguindo-se, em janeiro de 2026, o relatório preliminar do estudo ambiental.
Construção estimada em 8,5 mil milhões de euros
No relatório inicial entregue ao Governo em dezembro de 2024, e posteriormente divulgado em janeiro, a concessionária estimou em 8,5 mil milhões de euros o custo de construção do Aeroporto Luís de Camões.
A ANA previa financiar cerca de sete mil milhões de euros através da emissão de dívida e propunha um aumento progressivo das taxas aeroportuárias no Aeroporto Humberto Delgado entre 2026 e 2030.
A empresa sugeriu também o prolongamento, por mais 30 anos, do contrato de concessão aeroportuária, até 2092. A medida destinava-se, segundo a proposta, a assegurar o reembolso do investimento e a sustentabilidade económica da concessão sem apoio financeiro público.
O contrato atualmente em vigor foi assinado em 2012 e tem uma duração de 50 anos.
Abertura apontada para meados de 2037
A concessionária prevê que o novo aeroporto entre em funcionamento em meados de 2037, admitindo antecipar a abertura para o final de 2036 caso sejam acordadas com o Governo otimizações ao calendário.
A ANA — Aeroportos de Portugal, integrada na VINCI Airports desde 2013, gere os aeroportos de Lisboa, Porto, Faro, Madeira, Porto Santo, Ponta Delgada, Santa Maria, Horta e Flores, além do Terminal Civil de Beja.
A.Pinto / HDF
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