O Japão volta a destacar-se com os carros mais fiáveis do mercado, segundo um dos mais reconhecidos estudos internacionais sobre a matéria. A classificação mais recente coloca várias marcas nipónicas nos lugares cimeiros e deixa os fabricantes europeus longe da liderança, num retrato que ajuda a perceber quais os veículos que menos visitam as oficinas e acumulam menos problemas ao longo dos anos.
De acordo com o Observador que cita a Consumer Reports, organização norte-americana especializada em testes de consumo e avaliação de fiabilidade automóvel, mais de 380 mil proprietários participaram no estudo referente a 2025, relatando os problemas encontrados nos seus veículos. A análise permitiu comparar dezenas de fabricantes e modelos com base no número e na gravidade das avarias registadas.
Os japoneses continuam a liderar
A conclusão geral não traz grandes surpresas para quem acompanha este tipo de estudos. Os modelos com tecnologias mais simples continuam a revelar menos problemas, enquanto os veículos mais complexos tendem a acumular mais ocorrências. A tendência estende-se também aos diferentes tipos de motorização e às soluções de electrificação mais recentes.
O domínio japonês é evidente na classificação. A Toyota conquistou o primeiro lugar com 66 pontos, seguida pela Subaru, com 63, e pela Lexus, com 60. A Honda surge logo atrás, na quarta posição, reforçando a presença das marcas japonesas nos lugares cimeiros.
Este resultado confirma uma tendência observada nos últimos anos. Em 2024, a Subaru tinha liderado a tabela, à frente da Lexus e da Toyota. A troca de posições não alterou a realidade principal: os fabricantes japoneses continuam a ser a principal referência quando o tema é a fiabilidade.
Motores mais simples continuam a ser os mais fiáveis
A análise da Consumer Reports concluiu também que os veículos equipados exclusivamente com motores de combustão interna continuam a apresentar melhores resultados globais. Entre os modelos electrificados, são os híbridos convencionais que revelam uma maior robustez mecânica e menos problemas reportados pelos proprietários.
Já os veículos 100% eléctricos e os híbridos plug-in continuam a surgir entre as soluções com mais incidências. A maior complexidade dos sistemas e a incorporação de novas tecnologias acabam por refletir-se numa maior frequência de problemas reportados pelos condutores.
Apesar destes resultados, o estudo mostra que existem diferenças significativas entre fabricantes e modelos. Algumas marcas conseguem obter desempenhos muito sólidos mesmo apostando fortemente na electrificação, demonstrando que a fiabilidade não depende apenas do tipo de motorização.
BMW destaca-se entre os europeus e Tesla é a surpresa
Foi preciso chegar ao quinto lugar da classificação para encontrar o primeiro construtor europeu. A BMW alcançou 58 pontos, tornando-se a marca do continente mais bem posicionada no estudo. O fabricante alemão destacou-se ainda pelo desempenho de alguns modelos específicos, embora existam diferenças consideráveis entre gamas.
No restante top 10 surgem ainda Nissan, Acura e Buick. A nona posição pertence à Tesla, que protagonizou uma das maiores subidas da tabela. Depois de ocupar apenas o 17.º lugar no ano anterior, a marca norte-americana ascendeu ao grupo das dez mais fiáveis, beneficiando sobretudo da boa classificação obtida pelo Model Y.
A Kia fechou o top 10 e tornou-se a fabricante sul-coreana mais bem posicionada. Logo atrás ficaram marcas conhecidas dos consumidores europeus, entre as quais Ford, Hyundai, Audi, Mazda e Volvo.
Mais abaixo na tabela aparecem ainda Volkswagen, Chevrolet, Cadillac, Mercedes-Benz e Lincoln. Importa, contudo, recordar que este estudo é realizado nos Estados Unidos, um mercado onde algumas marcas e modelos apresentam características diferentes das versões comercializadas na Europa.
Segundo a mesma fonte, a superioridade japonesa continua a ser a principal conclusão da análise, com seis construtores do Japão entre os dez primeiros classificados. A BMW destacou-se como a melhor representante europeia, enquanto a Tesla foi uma das marcas que mais evoluiu face ao ano anterior, num ranking que continua a ser seguido com atenção por quem procura um automóvel capaz de passar mais tempo na estrada e menos tempo na oficina.
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