Este sábado, 18 de julho, Diego Miranda atua pela 10.ª vez no Tomorrowland, em Boom, na Bélgica, reforçando o estatuto de artista português com mais presenças num dos maiores festivais de música eletrónica do mundo e procurando aproximar Portugal do público internacional.
Diogo Miranda, nome de registo do DJ de 47 anos, sobe ao palco Celestia juntamente com o DJ e produtor português Pette. No domingo seguinte, 26 de julho, regressa ao festival para uma atuação a solo no palco The great library.
“Cada atuação no Tomorrowland é uma experiência intensa e inspiradora. Independentemente do número de vezes que lá atuemos, a sensação nunca se torna rotina”, afirmou Diego Miranda, em entrevista à agência Lusa.
Uma relação iniciada em 2015
A ligação do artista português ao Tomorrowland começou em 2015 e prolongou-se pelas edições de 2016, 2017, 2018, 2019, 2022, 2023, 2024, 2025 e, agora, 2026.
Diego Miranda descreve este percurso como uma “relação construída ao longo dos anos”, sustentada pelo trabalho desenvolvido em cada participação.
“Existe confiança entre mim, a organização e toda a equipa, mas essa confiança nasce do trabalho consistente, da preparação e do profissionalismo demonstrados em cada edição. Nada é garantido, por isso cada convite representa um reconhecimento muito especial”, explicou.
O DJ considera também que a presença no festival belga permite dar maior visibilidade a Portugal junto de uma audiência internacional.
“É sempre muito emocionante olhar para o público e encontrar bandeiras portuguesas. Sinto que há cada vez mais portugueses no Tomorrowland e isso deixa-me muito feliz”, disse.
Algarve tornou-se uma segunda casa
Embora seja natural da Ericeira e não tenha nascido no Algarve, Diego Miranda mantém há vários anos uma forte ligação profissional e pessoal à região.
Desde o início da carreira, tem sido uma presença regular na vida noturna algarvia durante o verão. Ao longo dos anos, passou pelas cabines de espaços e eventos como o Kadoc, Sasha, Lick, Vilamoura Night Village, No Solo Água e Blanco Beach, entre outros clubes e espaços de Portimão e Vilamoura.
A relação com o Algarve estende-se à esfera pessoal, através das raízes familiares da companheira no Sotavento, em particular na zona de Tavira. O concelho tavirense, Cabanas e as praias daquela costa tornaram-se locais onde passa com frequência períodos de descanso entre as atuações e as digressões internacionais.
Novas produções e talento português no alinhamento
Para esta edição do Tomorrowland, Diego Miranda preparou um alinhamento destinado a mostrar uma fase renovada da sua identidade artística, com novas produções e colaborações.
Entre os trabalhos que pretende apresentar encontram-se projetos com o produtor brasileiro DJ Glen e colaborações com o sacerdote católico e DJ Padre Guilherme, que incluem a voz da fadista Marta Alves e a participação do guitarrista Rui Poço.
“É uma forma de dar palco ao talento português e de criar momentos de ligação à nossa identidade, sem nunca perder a linguagem universal da música nem o contexto internacional de festivais como o Tomorrowland”, salientou.
O artista pretende ainda “mostrar claramente a fase artística” que está a viver. Por essa razão, explicou, o set “foi pensado como uma viagem, com momentos de muita energia, mas também de emoção e surpresa”.
Para Diego Miranda, o festival belga distingue-se pela diversidade do público e pela atmosfera criada por pessoas provenientes de diferentes países.
“O Tomorrowland tem uma energia muito própria. É um festival que reúne pessoas de todo o mundo e isso cria uma atmosfera única. Quando estou naquele palco sei que estou a comunicar com diferentes culturas através da música. É uma experiência muito intensa e que nunca se torna rotina, por mais vezes que eu lá toque”, afirmou.
Mais de 20 anos de carreira internacional
Com mais de duas décadas de carreira, Diego Miranda é um dos artistas portugueses com maior projeção internacional na música eletrónica. Começou a trabalhar como DJ ainda adolescente e construiu um percurso marcado por atuações em festivais e clubes de vários países.
A carreira internacional continua a ser uma prioridade para o músico, que pretende levar o nome de Portugal aos principais palcos mundiais.
“Tenho muito orgulho em ser português e em mostrar que Portugal tem artistas capazes de competir ao mais alto nível da música eletrónica mundial”, declarou.
Diego Miranda considerou ainda ser “muito importante haver cada vez mais portugueses nos grandes palcos”, referindo as estreias de MXGPU e BIIA no Tomorrowland durante este fim de semana.
Na 21.ª edição do festival na Bélgica, a décima participação de Diego Miranda reforça assim a crescente presença portuguesa no evento.
A.Pinto / HDF
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