
“A acusação é falsa. (…) Não foi ele, nem sequer esteve na praia”, disse à agência Lusa fonte da Autoridade MarÃtima Nacional, em resposta a um comunicado divulgado hoje por associações profissionais da GNR e da PolÃcia MarÃtima em que se acusa o chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA) de “atropelos” à Constituição e à segurança pública, e de ingerência por ter ordenado a retirada da praia de uma das suas patrulhas.
A mesma fonte esclareceu ainda que “o almirante CEMA não tutela diretamente a PolÃcia MarÃtima, quem tutela a PolÃcia MarÃtima é o comandante-geral da PolÃcia MarÃtima”.
No comunicado conjunto, a Associação de Profissionais da Guarda (APG/GNR) e a Associação Socioprofissional da PolÃcia MarÃtima (ASSPM) “repudiam em absoluto esta atitude, que ilustra de forma lamentável o atropelo à Constituição da República, à segurança púbica e ao interesse público, perante o estado sanitário em que o paÃs se encontra”.
Em causa, segundo o comunicado, está a ordem dada para a retirada de uma patrulha da Unidade de Controlo Costeiro da GNR da praia da Figueirinha, em Setúbal, no domingo, dada depois de o CEMA, almirante António Maria Mendes Calado, que frequentava aquela praia, ter contactado “o general em comissão de serviço” para esse efeito.
O comunicado refere também que o CEMA “deu ordens diretas ao capitão do Porto de Setúbal para enviar para o local a PolÃcia MarÃtima” com o objetivo de obrigar à retirada da patrulha da GNR.
















