Kiari Flores, cantor e autor do novo hino do Benfica lançado este ano, está entre os 10 suspeitos detidos pela PSP no âmbito da operação “KickOff”, relacionada com os incidentes registados antes do dérbi de futsal entre Benfica e Sporting, disputado a 19 de fevereiro no Pavilhão João Rocha, em Lisboa.
A investigação incide sobre os confrontos ocorridos nas imediações de Alvalade, quando dezenas de adeptos do Benfica atacaram elementos ligados ao Sporting com recurso a pirotecnia e outros objetos, momentos antes do encontro. De acordo com o Correio da Manhã, os 10 detidos já tinham sido identificados e detidos no próprio dia dos incidentes, integrando o grupo de 124 adeptos intercetados pela PSP. Contudo, acabaram por ser libertados pelo tribunal no dia seguinte, enquanto a investigação prosseguia.
Novos indícios agravaram suspeitas
O desenvolvimento do inquérito levou as autoridades a reunir novos elementos considerados mais graves, motivando a emissão de mandados de busca e detenção. O comissário Tiago Costa, da PSP de Lisboa, explicou que “a operação KickOff serve para dar o pontapé de saída da nova época desportiva, com uma mensagem clara: a violência não tem lugar nos nossos recintos desportivos”.
Segundo o responsável policial, os novos indícios apontam para condutas que ultrapassam os factos inicialmente conhecidos. “Estamos a falar de uma tentativa de homicídio, pontapés na cabeça de uma vítima que estava indefesa no chão, agressões com barras de ferro, tochas deflagradas junto ao corpo dessa vítima”, afirmou, acrescentando que a recolha de prova justificou a detenção dos dez arguidos.
Quem é Kiari Flores
Entre os detidos encontra-se Kiari Flores, filho do cantor angolano Paulo Flores. Em abril, apresentou na Benfica FM o novo hino do clube, criado em conjunto com o pai e inspirado numa conhecida música associada aos No Name Boys. A coincidência entre a recente ligação do artista ao universo benfiquista e a sua detenção na investigação tornou o seu nome um dos mais mediáticos da operação, refere a publicação.
Os acontecimentos remontam à noite de 19 de fevereiro, quando, segundo a investigação, dezenas de adeptos do Benfica lançaram tochas e outro material pirotécnico em direção à zona da sede da Juve Leo, conhecida como “casinha”. A resposta dos adeptos sportinguistas foi imediata, dando origem a confrontos que terminaram com 64 adeptos do Benfica e 61 do Sporting detidos pela PSP. Essa investigação continua em curso.
Os 10 arguidos agora detidos já estavam referenciados pelas autoridades por alegado envolvimento noutros episódios de violência relacionados com claques, embora não tenham qualquer condenação anterior.
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