Dezenas de pessoas afirmam ter sido lesadas após comprarem bilhetes de avião a um homem que se apresentava como assistente de bordo e que alegadamente tinha acesso a tarifas muito abaixo dos preços praticados no mercado. O caso está agora a ser investigado pelas autoridades, depois de vários clientes denunciarem a perda de milhares de euros e o desaparecimento do responsável pelas vendas.
De acordo com a SIC Notícias, o homem dizia trabalhar para companhias aéreas, como a TAP e a Ryanair, e promovia viagens a preços considerados invulgares. A oferta foi suficiente para conquistar a confiança de várias pessoas, algumas das quais já tinham conseguido viajar anteriormente através do mesmo contacto.
Entre os casos relatados está o de Gleiciete Carvalho, que pretendia trazer familiares do Brasil para Portugal. A cliente entregou cerca de 2.600 euros para garantir as viagens, acreditando que estava perante uma oportunidade legítima. Outros clientes transferiram quantias ainda mais elevadas, havendo relatos de prejuízos que, somados, ultrapassam várias dezenas de milhares de euros.
Dinheiro transferido para conta pessoal
Os pagamentos eram efetuados diretamente para a conta bancária do alegado vendedor, uma prática que, segundo os testemunhos recolhidos, era apresentada como parte normal do processo de reserva. Guilherme Barbosa afirmou ter transferido cerca de 5.000 euros para assegurar os lugares pretendidos.
A situação mudou quando o homem deixou de responder aos contactos. Conforme a mesma fonte, o desaparecimento ocorreu esta semana, levando vários clientes a procurarem respostas junto da empresa da família do suspeito.
Autoridades já estão a investigar
Perante as queixas apresentadas, a GNR recolheu os testemunhos dos lesados e encaminhou o caso para a Polícia Judiciária, por existirem indícios da prática do crime de burla.
Segundo a SIC Notícias, dezenas de pessoas deslocaram-se ao local associado à família do alegado assistente de bordo na tentativa de recuperar o dinheiro ou obter esclarecimentos sobre o paradeiro do responsável pelas vendas. Até ao momento, não terão conseguido qualquer contacto direto.
A estação televisiva refere ainda que tentou ouvir o homem visado e familiares, mas não obteve resposta. Também a TAP, companhia onde o suspeito alegadamente trabalharia, não respondeu aos pedidos de esclarecimento feitos pela reportagem.
Casos multiplicam-se
O número de potenciais lesados continua a crescer à medida que surgem novos testemunhos. Muitos clientes afirmam ter confiado no esquema por conhecerem pessoas que já tinham viajado através do mesmo intermediário, o que ajudou a criar uma aparência de credibilidade.
Agora, o foco está na investigação conduzida pela Polícia Judiciária, que deverá apurar o destino das quantias transferidas e esclarecer se os bilhetes comercializados correspondiam a reservas reais ou faziam parte de um alegado esquema fraudulento.
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