Dois jovens espanhóis atravessaram a nado a foz do rio Minho entre Espanha e Portugal, numa travessia que terminou em Caminha e que poderá agora resultar numa coima. Jaime e Pablo, dois primos de 21 e 22 anos, partiram de A Guarda, na Galiza, e chegaram a território português sem saber que tinham entrado numa zona onde é proibido nadar.
De acordo com o jornal espanhol La Voz de Galicia, os dois jovens realizaram a travessia na passada sexta-feira, 21 de agosto, chegando a Portugal depois de atravessarem o rio desde a margem galega. A aventura não era, contudo, uma estreia para os primos, que já tinham feito o mesmo percurso no ano passado.
Os dois jovens, naturais de Madrid, terão chegado ao outro lado satisfeitos com o feito. “Ainda estamos felizes” terá sido a reação perante a chegada a Caminha, apesar de a travessia ter acabado por lhes trazer uma consequência que não esperavam. Foi já em Portugal que ficaram a saber que aquela zona não permitia a prática de natação.
Polícia Marítima foi chamada ao local
O alerta surgiu depois de terem sido avistados dois nadadores numa zona considerada perigosa. Perante a situação, a Polícia Marítima deslocou-se ao local para verificar as condições em que os jovens se encontravam e perceber o que tinha acontecido.
Os agentes confirmaram que ambos estavam bem, mas informaram-nos de que a área onde tinham realizado a travessia estava abrangida por uma proibição. Segundo explicou o comandante da Polícia Marítima de Caminha ao portal Notícias ao Minuto, é proibido nadar “em qualquer barra ou portos nacionais”.
Uma questão de segurança
A interdição está relacionada com os riscos associados à circulação marítima e às condições existentes nestas zonas. Correntes fortes e a presença de embarcações são alguns dos fatores apontados pelas autoridades para justificar a proibição.
O caso assume, assim, contornos diferentes de uma simples travessia entre as duas margens do rio. Embora os jovens tenham chegado a Portugal sem incidentes, a passagem pela foz do Minho foi feita numa área sujeita a regras específicas de segurança, que os dois desconheciam.
Processo ainda não terminou
A situação poderá agora resultar numa contraordenação. Os dois primos foram identificados pelas autoridades portuguesas, tal como os respetivos pais, mas ainda não existe uma multa aplicada. O processo encontra-se em fase de conclusão e só depois poderá ser determinada uma eventual coima.
“Na prática, ainda não foram multados porque o processo ainda não foi concluído”, explicou o comandante à mesma fonte. O valor da eventual penalização ainda não é conhecido, mas o comandante local apontou que a multa pode variar entre os 400 e os 2.500 euros.
Note que no ano passado os dois jovens já tinham realizado a mesma travessia, voltando agora a fazê-lo sem saberem que estavam numa zona onde a natação é proibida.
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