Cerca de 700 passageiros tiveram de ser retirados de uma composição do Metro de Lisboa, junto à estação de Chelas, depois de um homem ter forçado a abertura das portas de um comboio e começado a caminhar pelos carris. A situação obrigou ao corte de energia e à interrupção de toda a Linha Vermelha.
O incidente ocorreu ao final da tarde desta terça-feira e teve início com uma rutura numa conduta de água, que provocou uma acumulação significativa no túnel junto à estação da Encarnação.
Numa primeira fase, a circulação ficou suspensa apenas entre as estações de Chelas e do Aeroporto. No entanto, a situação agravou-se quando um dos passageiros decidiu abandonar uma composição que se encontrava imobilizada.
Passageiro forçou portas e entrou na linha
Segundo o Metropolitano de Lisboa, o homem abriu uma das portas sem autorização e saiu para a linha, entre as estações dos Olivais e de Cabo Ruivo. Outros passageiros terão acabado por seguir o mesmo caminho.
A presença de pessoas nos carris levou a empresa a ordenar o corte imediato da energia por razões de segurança, obrigando à paralisação temporária de todos os comboios da Linha Vermelha.
Numa das composições, que se encontrava junto à estação de Chelas, cerca de 700 pessoas tiveram de ser retiradas através do túnel, com o apoio das equipas do Metro de Lisboa.
Calor provocou indisposições
Alguns passageiros terão sentido indisposição devido ao calor e ao tempo passado dentro do comboio imobilizado. Relatos divulgados após o incidente indicam que várias pessoas se mostravam aflitas e com dificuldades em respirar.
Passageiros citados pelo Correio da Manhã afirmaram mesmo que algumas portas terão sido forçadas para permitir a entrada de ar enquanto aguardavam indicações sobre a retirada da composição.
O Metropolitano de Lisboa garantiu, contudo, que os restantes passageiros foram evacuados em segurança e acompanhados pelos agentes da empresa durante a deslocação pelo túnel.
Rutura de água esteve na origem da interrupção
A empresa explicou que a acumulação de água no túnel resultou de uma rutura numa conduta da EPAL, junto à estação da Encarnação.
Apesar de o sistema de bombagem existente nos túneis ter sido acionado, não foi possível garantir a circulação dos comboios em condições de segurança no troço afetado.
Equipas da EPAL e do Metropolitano de Lisboa deslocaram-se ao local para avaliar os danos e iniciar os trabalhos necessários à resolução do problema.
Linha Vermelha continuou parcialmente cortada
Após uma vistoria às infraestruturas, a circulação foi retomada entre São Sebastião e Chelas. O troço entre Chelas e o Aeroporto permaneceu, no entanto, encerrado.
A reparação da conduta ficou prevista para decorrer durante a noite, enquanto as equipas técnicas continuavam a retirar a água acumulada e a verificar as condições de segurança nos túneis.
O episódio provocou fortes perturbações na Linha Vermelha e obrigou centenas de passageiros a procurar transportes alternativos durante várias horas.
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