Milhões de pessoas ficaram sem eletricidade depois de o sistema elétrico de Cuba entrar em colapso. O apagão geral foi confirmado pela empresa estatal responsável pela rede elétrica e representa mais um episódio da grave crise energética que afeta o país.
Segundo o Diário de Notícias, a União Elétrica de Cuba (UNE) anunciou que ocorreu uma “desconexão total do sistema eletroenergético nacional”, deixando praticamente toda a ilha sem fornecimento de eletricidade.
O colapso aconteceu pelas 22h43 de domingo, hora local, o que correspondia às 03h43 desta segunda-feira em Portugal continental.
País inteiro afetado pelo colapso
Até ao momento, as autoridades não divulgaram o número exato de pessoas afetadas, mas o apagão poderá atingir praticamente toda a população cubana, estimada em cerca de 9,6 milhões de habitantes.
Horas antes do colapso, a empresa elétrica de Havana já tinha alertado para várias avarias provocadas por equipamentos danificados, falhas em circuitos e insuficiência na capacidade de produção de energia.
Além da capital, os problemas já estavam a afetar outras 15 províncias, antecipando um cenário que acabaria por culminar no apagão generalizado.
Quarto grande apagão em poucas semanas
Este é o quarto grande incidente registado na rede elétrica cubana nas últimas semanas, depois de três falhas graves ocorridas durante o mês de julho.
A sucessão de apagões evidencia as dificuldades enfrentadas pela infraestrutura energética do país, considerada envelhecida e com necessidade de investimentos significativos.
As autoridades continuam a trabalhar para restabelecer o fornecimento de eletricidade, mas ainda não indicaram quanto tempo poderá demorar a reposição integral do serviço.
Crise energética agrava-se
Especialistas apontam a escassez de combustível como uma das principais causas da fragilidade do sistema elétrico cubano.
Cuba enfrenta dificuldades no abastecimento de petróleo, numa situação agravada pelas sanções dos Estados Unidos e pelas restrições comerciais que dificultam a aquisição de combustível.
A menor disponibilidade de petróleo limita igualmente o funcionamento dos geradores de emergência, tornando a rede elétrica mais vulnerável a falhas de grande dimensão.
Enquanto decorrem os trabalhos para recuperar o sistema, milhões de cubanos permanecem sem eletricidade, num novo episódio que evidencia a profundidade da crise energética vivida pelo país.















