Num Algarve marcado pela falta de oferta de emprego diversificada; a dependência do turismo de praia e de sol; a precariedade laboral e a sazonalidade; os custos da habitação incomportáveis para a vasta maioria os rendimentos abaixo da média nacional acompanhados de um custo de vida acima, com uma descaracterização regional acentuada e a falta de valorização do seu património (natural, material e imaterial). É neste contexto que hoje integro as listas para a Junta de Freguesia de Silves e para a Assembleia Municipal de Silves pela coligação Unidos por Silves, constituída pela convergência de forças do Livre, do Bloco de Esquerda (BE) e pelo partido Pessoas Animais e Natureza (PAN).
Silves é o segundo maior concelho em extensão do Algarve, com um território que se estende desde a serra até ao mar. Possui um património histórico, patrimonial e natural ímpar a nível do Algarve, mas com falta de pensamento estratégico para a sua preservação e aproveitamento como ferramenta chave para o impulsionamento económico do concelho.
Nesse contribui para elaborar algumas propostas para o meu concelho que quero ajudar a levantar. Elegi como um dos desafios a idealização de infraestruturas concretas que possam ajudar a diversificar as atividades económicas existentes, mas de forma sinérgica com o que já existe no nosso Algarve. Nesse sentido olho para o Geoparque Algarvensis, que pretende a “proteção, educação e desenvolvimento sustentável, para além de se constituir como território de excelência para a investigação científica”, como um dos principais pontos promissores. Foi neste sentido que propus integrar no programa eleitoral da nossa coligação a criação de um Centro de Ciência Viva na freguesia de Pêra. Este centro seria o primeiro polo de ciência público em Silves, e o quarto centro de comunicação do género em todo o Algarve, e teria os seguintes focos:
- Um centro de observação de aves que abranja a rota da lagoa dos salgados, importante ponto migratório, visando a sensibilização dos jovens para a importância deste sistema e integrando este centro de ciência viva no turismo de observação de aves
- Centro de interpretação do Parque Natural Marinho Pedra do Valado, o primeiro do seu género em Portugal, e a importância da preservação destas áreas marinhas;
- Centro de interpretação do Geoparque Algarvensis, com especial foco no sistema da Duna Fóssil da Praia Grande e a Lagoa dos Salgados
- Associar este Centro de Ciência Viva a um centro de recuperação da vida selvagem, que seria o segundo a nível do Algarve e baixo Alentejo e que integre a futura Reserva Natural da Lagoa dos Salgados.
Olho como tal para a União Europeia (UE) como sendo um dos parceiros essenciais da Câmara Municipal para executar este projeto, não apenas pelo facto da EU ser uma das principais fontes de investimento de ciência em Portugal, mas também pelo facto desta proposta ir de encontro ao Pacto Ecológico Europeu e do Regulamento relativo ao restauro da natureza (2024/1991) os quais preveem como objetivo a proteção da biodiversidade e o restauro de ecossistemas. Este é um projeto que mais que garantir a preservação destes sistemas únicos garante também a sua valorização sustentável, pensada e cuidada. Este polo poderia trazer ainda outros valores acrescentados dos quais poderíamos todos beneficiar, tais como (i) ser criado um polo de apoio à investigação científica; (ii) a promoção integrada do turismo de natureza e (iii) a fixação de pessoal qualificado que até hoje tem saído do nosso concelho sem a possibilidade de regresso.
Esta é apenas uma das ideias que foi discutida e integrada no nosso plano de propostas a levar à Assembleia Municipal, no meio de tantas outras propostas concretas. Esta proposta não é apenas sobre criar um centro, é criar uma série de oportunidades que escasseiam num Algarve onde só é permitido olhar para o turismo de praia. Tenho a agradecer a todas as pessoas da coligação, que estiveram não só dispostas a ouvir novas ideias como a contribuir para melhorá-las, pois esta coligação foi a união de esforços para criar uma série de propostas para todo o concelho.
Por isso orgulho-me hoje de pertencer às listas para a Assembleia Municipal e para a Junta de Freguesia de Silves da coligação Unidos por Silves. Para contribuir com novas propostas concretas, fundamentadas e palpáveis, para um futuro mais dinâmico e mais diverso, mais verde e mais livre.
Biografia do autor: Simão Santos tem 28 anos e é natural de Silves, cidade histórica do Algarve, onde cresceu e aprendeu a valorizar a sua história, num ambiente marcado pela memória de um Algarve agreste e pela resistência de outros tempos, convivendo também com o abandono característico de muitas zonas do interior.
Aos 17 anos ingressou na Universidade do Algarve, onde concluiu a licenciatura em Faro, cidade onde residiu até 2019, ano em que se mudou para Coimbra para prosseguir os estudos e onde atualmente se encontra a realizar o doutoramento.
Após as últimas eleições legislativas, sentiu que a sua participação democrática não poderia limitar-se ao voto em cada processo eleitoral e decidiu envolver-se em ideias progressistas, construtivas e ecologistas. Encontrou nesse sentido nas propostas do LIVRE uma identificação clara e decidiu aderir ao partido com um propósito definido: contribuir para a construção de um novo futuro e para o progresso da sua região e da sua cidade.
Simão Santos, doutorando em Biologia Experimental e Biomedicina na Universidade de Coimbra, integra pela primeira vez a lista para a Junta de Freguesia de Silves e para a Assembleia Municipal pela coligação Unidos por Silves (Livre/BE/PAN).
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