O Reino Unido não está de regresso à UE, mas vai voltar a integrar o programa Erasmus+, reativando a participação num dos principais instrumentos de mobilidade académica europeia, com impacto direto em estudantes, docentes e instituições. A medida surge após um acordo com a UE e representa uma nova fase na cooperação na área da educação e investigação.
De acordo com a agência de notícias Lusa, a adesão foi formalizada ao abrigo do Acordo de Comércio e Cooperação entre o Reino Unido e a UE. A entrada em vigor está prevista para 1 de janeiro de 2027, momento a partir do qual o programa voltará a estar acessível.
Entendimento político recente
O acordo que permitiu este regresso foi alcançado a 17 de dezembro de 2025. Segundo a mesma fonte, esta decisão reabre um dos principais canais de mobilidade académica no espaço europeu. O British Council foi nomeado como agência nacional responsável pela implementação do Erasmus+ no Reino Unido. A entidade irá trabalhar em articulação com o Governo britânico, a Comissão Europeia e parceiros internacionais.
Refere a mesma fonte que o organismo irá colaborar diretamente com instituições portuguesas. O objetivo passa por potenciar a mobilidade de estudantes e o desenvolvimento de projetos conjuntos. De acordo com a Lusa, mais de 100.000 pessoas poderão beneficiar do programa logo no primeiro ano. Este número inclui participantes de várias áreas ligadas à educação e formação.
Histórico de participação
O British Council já tinha desempenhado funções semelhantes entre 2014 e 2020. Durante esse período, o programa teve um papel relevante na cooperação internacional do Reino Unido. Foram financiados mais de 8.000 projetos nesse intervalo. O investimento ultrapassou os mil milhões de euros destinados a organizações britânicas.
O programa abrange ensino superior, formação profissional, educação escolar e outras áreas. Tem sido apontado como um dos principais motores da mobilidade académica europeia. Segundo a mesma fonte, o Erasmus+ contribui para uma maior qualificação e ligação entre países. A mobilidade académica tem sido um dos seus principais pilares ao longo dos anos.
Participação portuguesa em destaque
Portugal tem mantido uma presença consistente no programa, com envolvimento em várias iniciativas. O país continua a afirmar-se como destino para estudantes internacionais. Cerca de 50.000 participantes vieram para Portugal entre 2018 e 2024. Instituições nacionais participaram também em múltiplos projetos de cooperação europeia.
Com a reintegração do Reino Unido, estudantes e instituições voltam a poder incluir o país nos seus planos de mobilidade. A partir de 2027, será possível retomar intercâmbios e parcerias académicas com maior alcance.















